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Arquivo do mês: outubro 2013

Um dia de seminário

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Existe uma expressão tanto em português quanto em francês que diz “dá a mão, quer o braço”. Essa expressão dispensa explicações, mas outro dia, encontrou uma demonstração!

Na última sexta-feira foi realizado um seminário na faculdade e a organizadora havia pedido à turma para ajudar em alguns pontos. Muitos se dispuseram a participar da recepção, mas quando ela pediu para ajudarem no audiovisual, todos ficaram calados. “É fácil, vocês só precisam ajudar o responsável por isso a colocar os nomes e legendas de cada convidado”. Concordei com o serviço, eu tinha a sequência de nomes no programa, não era nada complicado. No entanto, informei que terei que sair um pouquinho mais cedo, pois iria viajar. Ela disse que não serviria, que eu teria que me arranjar. M’arranjei.

Um dia antes, ela me mandou um e-mail quase meia-noite dizendo que toda a ordem havia mudado, muitos nomes estavam cancelados e outros seriam inseridos. Também me pediu para chegar meia hora mais cedo do que o previsto. Anotei tudo, mudei tudo no meu roteiro, não dormi direito com medo de perder a hora e cheguei lá cedo.

Assim que a encontrei e falei “bom dia”, a mulher começou a reclamar que eu não falava francês. Expliquei que era de origem diferente, mas que entendia o francês e que para esse trabalho não haveria problema algum. Mesmo assim, ela não se convenceu. Disse que precisaria de alguém para o powerpoint também, que talvez eu não fosse boa o suficiente (para passar os slides…). Falei que eu poderia fazer, mas que caso eu ficasse muito presa no lugar em que estava o pessoal do audiovisual, poderíamos pedir a outra pessoa.

Pedimos. Outro colega aceitou o serviço. Depois, não sei por quê, ele desistiu, sem me avisar. A mulher veio me cobrar uma explicação sobre ele e sobre onde estariam os pen-drives com as apresentações. Eu não sabia e não tinha como saber. Ela ficou nervosa. Disse que ela ia fazer o powerpoint. “Ok”, eu disse.  Na hora de passar o troço, ela ficou sentada como uma besta. E eu fui (também como uma besta) passar o tal do ppt.

Quando voltei, ela reclamou que a legenda de um dos debatedores estava abreviada. Expliquei que a legenda era grande demais inteira, por isso abreviamos. Ela reclamou de novo, começou a falar entre os dentes, como se estivesse com ódio. E estava. Mudamos a bendita legenda para o que ela queria. Ficou feio. Suspirei.

O seminário contava com a presença de ministros, prefeitos, políticos em geral e muita gente importante para falar de um assunto que eu adoro: Urbanismo. Teria sido um excelente seminário se cada um tivesse contado alguma experiência prática, idéias novas e aprendizados. Somente alguns poucos debatedores apresentaram experiências. Os outros se limitaram à teoria e aos discursos enormes, quando o previsto era apenas 10 minutos para cada. Achei falta de educação.

Na hora do coquetel, eu estava conversando com uma colega do mestrado, quando a organizadora veio marcar presença: “Então, tivemos um problema lá, né?!”, disse a simpática. Eu expliquei que não sabia que o menino do powerpoint tinha desistido, mas que por fim deu tudo certo. Ela continuou “não estou falando disso, estou falando da abreviatura na legenda”. E minha colega perguntou se por acaso aquilo seria grave. E ela começou a reclamar que poderia ser muito grave, que as pessoas vão ficar reclamando com ela… Respirei fundo. “Olha, eu estou aqui para fazer o melhor possível. Achamos melhor abreviar porque as referências dele estavam muito grandes. Se alguém reclamar com  você pode falar que foi minha responsabilidade. Que se tiver alguém para fazer isso melhor, que faça no meu lugar”, cortei.

Depois disso ela melhorou comigo. Começou a falar que não tinha problema, que aconteceram muitas mudanças no programa, e que ninguém teria direito de reclamar. Eu olhei o relógio e disse que já era hora de voltar porque eu tinha ficado de ajudar o senhorzinho do audiovisual a passar o nome dos outros debatedores antes de recomeçar segunda parte. Ela achou impressionante que eu iria sair antes de almoçar e falou para eu não ficar me exigindo tanto. Eu, que já tinha comido um cheeseburguer escondida na lanchonete em que trabalhei, falei com ela que “imagina, a responsabilidade em primeiro lugar!”. Como eu me gabei nesse momento!!!

De tarde, tudo se passou melhor! Um dos debatedores adorou o fato de que eu era brasileira, e toda hora vinha falar alguma palavra que ele sabia em português. “Oi! Saudade”, “Oi! Bahia de todos os Santos!”. Era sem sentido, mas era bonitinho! Achei muito legal conhecer a ministra responsável pela descentralização na França. Um trabalho que eu adoraria acompanhar mais de perto!

FotoMinistra

Um outro debatedor, também muito simpático, me ofereceu um livro de presente. Mas eu sou tão desacostumada com esse tipo de oferecimento que falei “Ah, obrigada, mas eu já tenho esse livro” (e tinha mesmo). Boba! Era a chance de conseguir um contato profissional legal. Que vontade de dar control Z na vida de vez em quando…

Naquele dia cheguei a pensar em nunca mais me oferecer para ajudar assim aqui na França, porque eles abusam com muita facilidade. E poucas vezes agradecem. Mas depois vi que a minha maior recompensa nem viria da pessoa que me pediu a ajuda, mas dos gestos solidários dos meus colegas de sala que nunca tinham conversado comigo e que, de repente, começaram a me chamar de Didi, começaram a me inserir nas rodas e passaram a se interessar mais pela minha presença. Também nas pequenas atenções dos participantes, que me cumprimentavam com apertos de mão, e se sentavam do meu lado, oferecendo sorrisos e comentários engraçadinhos. No fundo, qualquer trabalho, seja ele voluntário ou não, desde que digno, enobrece as pessoas. É como se a gente dissesse para o mundo: Vejam só, eu não sou completamente inútil!

Quando o seminário finalmente terminou (o final foi cansativo, viu?! Sugiro menos horas por dia para essas atividades), eu agradeci o senhorzinho do audiovisual pelo dia de trabalho (ele era muito gentil). E fui saindo de mansinho para a minha viagem. “Bonne weekend, merci beaucoup”, ouvi. Era a organizadora me agradecendo. Que milagre!

 

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Gatos são companheiros

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Como mostra o vídeo abaixo que apresenta minha gatinha Azzuca.

 

O casamento da Fê

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Sexta-feira da semana passada foi o casamento da Fernanda, minha grande amiga bahiana, vizinha de cidade aqui na França.

Eu acho que, onde quer que a gente esteja, é necessário ter um amigo com um pouquinho mais de sangue correndo nas veias, e aqui em Avignon, tive a sorte de encontrar alguns bons brasileiros para me fazerem companhia nessa ideia meio complicada de mudar de país.

Sexta-feira ela resolveu casar. Fernanda é bahiana, da minha idade, da cor do pecado (ela deve estar cansada de ouvir isso), com sotaque manso e uma mão boa pra cozinha. Ela é formada em psicologia, com residência em hospital, especialista em materno-infantil e fala português, inglês, italiano e agora francês. Mesmo assim, ela passa a maior dificuldade, junto comigo, para arrumar emprego, conseguir o respeito das pessoas… essas coisas básicas, que a França mesmo enumerou na declaração dos direitos dos homens (e das mulheres, por favor).

Fernanda não resolveu se casar sozinha. Há algum tempo ela está acompanhada de seu alemão, que vamos chamar de Bernardo, pois o nome original dele é muito complicado. Bernardo tem cara de alemão, jeito de alemão, voz de alemão e tem duas grandes paixões na vida: Fernanda e construção de casas. Foi ele que arrumou o arame farpado da nossa casa (depois reajustado pelo meu avô) para ver se a gente parava de ser assaltado. Foi ele que ajudou e refez a instalação elétrica daqui também e, mais recentemente, se envolveu na dura tarefa de interromper um vazamento de água na nossa garagem. Sempre que ele vê alguma falha no sistema hidráulico, ele esbraveja em alemão. Tem mania de achar que o melhor de tudo ficou na Alemanha,  mas veio morar na França, e se casou com uma brasileira! Viva a diversidade!

CasamentoFeBeLindos

O casamento deles foi simples. Bem de celebridade. Uma cerimônia fechada apenas para os amigos mais próximos. A troca de alianças foi feita de manhã, diante do prefeito da cidade de Saint Andiol, que é uma simpatia.  Ele brincou que seria obrigado a abraçar a noiva e também se ofereceu para tirar fotos de todo mundo. Depois das formalidades, fomos fazer um brinde na casa deles e comer num restaurante próximo.

Alguns dos convidados, eram bahianos também.  Conversa vai, conversa vem, descubro que um dos bahianos conhecia um mineiro, publicitário, amigão meu! Que mundo pequeno!!!

Entre os convidados, também estavam a Vanessa, nossa amiga carioca,  responsável pelo brigadeiro do lanche. Que brigadeiro… Vanessa estava com a roupa toda feita com assessoria de moda e, obviamente, linda!  Também estavam o casal de cantores Nadia (argentina) e Rodolfo (holandês, crescido na Espanha), o nosso amigo romeno Mihail, o apicultor bigodudo Bob e mais alguns outros simpáticos!

CasamentoFeBetodomundo

CasamentoFeBeAlexis

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Mas a coisa mais fofa que existia na festa era o pequeno menino. Como ele chamava mesmo? Esqueci…  Ele era o filho de um outro casal também multi-cultural (brasileira com alemão), tinha uns cinco anos e era um amor.

Esse menino era um charme por si só, mas teve uma frase dele que me marcou! Durante o almoço, enquanto falávamos de comida, de casamento, de relacionamentos, de pessoas e de comida de novo, ele estava calado. Perguntaram para ele  em que ele estava pensando e ele respondeu “eu estou desfrutando da vida”!

Olha que espontaneidade!

Se durante o seu casamento você consegue fazer uma criança de cinco anos dizer que está desfrutando da vida, minha filha, você vai ser feliz pra sempre!!!

Casamento Fernanda com Vanessa e Fe

Ps. Hoje é dia das crianças no Brasil. Feliz dia das crianças para você que continua desfrutando da vida, genuinamente, mesmo depois de crescido!

Os anos passam

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Um texto que começa com um título desses tem que ser no mínimo, menos óbvio que o título!

Pois bem! Os anos passam! O mundo gira! E para provar as frases mais evidentes do universo vou contar duas histórias que intrigam, ou não, as pessoas à minha volta.

A primeira história é a do milk-shake de Ovomaltine. Quando eu morava em Belo Horizonte (que aflição falar isso assim) costumava frequentar um lugarzinho da moda que vendia um tal de milk-shake, adivinhe, de Ovomaltine. O lugarzinho era da moda e o preço era salgado, mas o milk-shake era uma delícia! Nessa mesma época, eu fazia estágio na TV da faculdade e era produtora de um programa sobre Saúde. Mesmo assim, eu consumia coisas horríveis para a saúde como… milk-shake (falei ”consumia” no passado para criar a ilusão de que hoje eu só me alimento de melão e granola). Eu tinha um colega de estágio de nome Airton. Ele era um cara legal, que chegava conversando com todo mundo, sempre sorrindo, sempre cheio de histórias. Um dia, conversando sobre nossa alimentação, decidimos que deveríamos mudar radicalmente: Ao invés de tomar milk-shake de Ovomaltine no lugarzinho da moda, agora, a gente passaria a tomar milk-shake de Ovomaltine em casa! Muito melhor! Muito mais barato.

Falamos várias vezes sobre isso, até que mudamos de estágio, nos formamos, mudamos um pouco nossas carreiras, ele foi morar em Londres e eu vim morar na França. E nada de milk-shake.

Nunca perdemos contato, mas nossas mensagens eletrônicas, sempre terminavam com o simbólico “E o nosso milk-shake?”.

Ok, passaram-se dez anos, porque, como diz o título do texto, os anos passam…

Um belo dia, estou aqui em Avignon, ocupada com a probabilidade de adotar um gato (o que veio a acontecer!) até que meu telefone toca. Atendo. “Didi, é Airton! Peguei um trem errado… ele vai parar em Avignon, vamos encontrar?”. Típico do Airton, vir me encontrar por acidente, mas que bom!!!

Ele chegou! Contou uma história incrível de como estava em Nice, pegou um taxista informal para uma viagem, pediu para ele parar rapidinho para ir no banheiro e quando voltou, pluft, o taxista tinha fugido com tudo dele, inclusive a camisa! Ele, sem camisa, no meio da estrada, com um celular quase sem bateria, conseguiu ajuda de estranhos até alcançar um posto policial, um cartão de crédito e uma camisa para vestir. Mesmo depois disso tudo, Airton, saindo do trem errado, chegou em Avignon com um sorriso no rosto e uma idéia na cabeça: Vamos tomar um milk-shake de Ovomaltine!!! Claro!!! Os sonhos não envelhecem, Clube da Esquina!

No dia seguinte, chamamos uma amiga do Chypre, um amigo do Marrocos, arrumamos a mesa, abrimos uma garrafa de champagne (coisas de Airton) e depois tomamos o nosso velho e bom milk-shake de Ovomaltine caseiro! Muito melhor que do lugarzinho da moda! Com gosto de 10 anos atrás. Como a delícia de reencontrar os amigos!

OvomaltineVinte minutos depois,  Airton partiu, desta vez para pegar o trem correto. Mas, na verdade, eu tenho certeza, ele estava no rumo certo desde o início. Volte sempre, meu colega querido!

 ***

A segunda história tem mais a ver com a data de hoje. Hoje é dia 08 de outubro. No dia 08 de outubro de 2011 eu estava voltando de férias na Europa com a minha mãe.

Pera, a história começa um pouco antes. Eu havia me formado em Direito. E havia passado na OAB. Passar na OAB não foi uma tarefa simples para mim. Eu não nasci no meio jurídico e a forma da minha mente trabalhar é um pouco diferente dos raciocínios mais óbvios deste universo, então, esta tarefa me exigiu uma dedicação, na mesma época em que estava fazendo monografia, trabalhando o dia inteiro e passando por outras dificuldades. Não foi fácil, mas foi recompensador. Passei e fiquei muuuuuito feliz!

Para comemorar, minha mãe sugeriu que a gente viajasse! Para onde? Ora, Sil (como eu a chamo carinhosamente, coincidentemente, é como também chamo minha melhor amiga brasileira), para viajar com você, temos que ir para a Europa. Minha mãe, por hobby, é uma especialista em história da civilização ocidental. Ela é tão especialista que durante a viagem eu me senti burra várias vezes ao tentar parecer inteligente e receber dela uma doce correção sobre história da arte, história das guerras, das civilizações etc. Mas a nossa viagem não foi unicamente em função da História! A nossa viagem tinha um propósito ainda maior: O cinema!

Eu e minha mãe gostamos muito de alguns filmes em comum. São eles: A Noviça Rebelde, Antes do Amanhecer, Adeus Lenin, Amadeus e O Fabuloso Destino de Amelie Poulain (que eu descobri semana passada que aqui na França esse filme chama-se apenas ”Amelie”e e eu ficava igual uma boba falando o nome completo do filme na entrevista de mestrado…). O fato de gostarmos muito desses filmes citados fez com que a gente definisse uma lista de lugares para visitar baseada nas locações dos filmes. Então, foi uma viagem muito legal para Salzburgo, Viena, Berlim, Praga (Amadeus foi filmado lá) e Paris.

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Neste último ponto da viagem, Paris, estávamos no dia 08 de outubro, prontas para pegarmos o Avião, para irmos para Lisboa e depois para o Brasil (TAP, né?!). No aeroporto, eu estava morrendo de sono, e estava dormindo igual uma contorcionista na cadeira enquanto minha mãe reparava numa outra pessoa. Havia um rapaz na sala de embarque que assistia a um jogo de Rugby na televisão da sala. Mas ele não era discreto. Ele gritava quando a França fazia pontos, e pulava da cadeira quando era um “quase”.

O embarque foi aberto e eu fui acordada para ir pra fila. Fui pra fila e de lá reparei no rapaz fazendo auê com jogo de rugby. Homens e esportes… uma relação irracional, pensei. Mas esse cara até que é gatinho…

Entramos no avião. Minha mãe falou que não queria se sentar na janela pois ela tem claustrofobia. Eu sabia que no fundo ela queria, mas que como era minha mãe, queria me dar a oportunidade de aproveitar a janela… Tentei convencê-la do contrário falando “mas, mãe, imagina se um cara lindo e descabelado senta do seu lado e eu estou lá na janela…”. Imagine só! Rimos! Não adiantou, eu fiquei na janela.

Sentamos. Do lado dela não sentou ninguém. Comemoramos!!! Oba, mais vaga para as pernas. Tralalalalá!

As portas do avião já estavam quase se fechando quando… “Di, troca de lugar comigo”. O que??? “Faz o que eu tô te falando, troca de lugar comigo”. Mas você insistiu para eu ficar na janela e tal… Ela começou a me empurrar, ficar brava, usar a fúria de mãe e eu troquei, né?! Vai entender…

Assim que sentei na cadeira do meio, o carinha descabelado que estava olhando o jogo de Rugby se sentou do meu lado. Olhei pra minha mãe e ela estava dando uma risadinha. Perguntei “você fez de propósito?” e ela “claro!”.  Aí, ele se sentou e dormiu. E eu fiquei tão sem graça com a ideia de que minha mãe queria que eu paquerasse uma pessoa por escolha dela que dormi também. Ele acordou e minha mãe me cutucou na cadeira até eu acordar. Ela também me cutucou até eu conversar com ele, que era francês, estava terminando um doutorado, e estava indo pro Brasil, encontrar amigos brasileiros que fizeram faculdade com ele.

Quando fui introduzir minha mãe na conversa, ela estava olhando pra janela como se não existisse mais nada no mundo. Como se quisesse deixar a gente mais à vontade e a única fuga dela seria essa. Foi tão evidente que depois disso, ele adicionou meu facebook e bem… hoje completamos dois anos que nos conhecemos!

Ele entrou em contato comigo quando estava no Brasil e decidiu ir me visitar em BH, nem que tivesse que ficar na casa de alguém, no caso, de uma amiga minha que morava em região central e falava ótimo inglês (porque francês não dá muito pra exigir entre meus amigos): Carolina!

Carolina tinha três gatos e nem se preocupou com o fato de que a gente não tinha nenhuma referência do visitante estrangeiro. Ela queria mostrar a cidade e mudar de assunto um pouco. Foi uma excelente aliada. E eu só tenho a agradecer.

Os anos passam, é uma conclusão… e as coisas acontecem de forma surpreendente! Muito melhor do poderíamos imaginar! Aliás, nesta data, dia 08 de outubro, eu só tenho a agradecer a essas três mulheres incríveis: minha mãe, Carol e Amelie Poulain. Se eu moro na França hoje, a culpa é suas!

EuAlexis

 

 

 

“E se ainda quereis dilatar mais a vida, uni à alegria vossa a alegria do semelhante. Uni vosso esforço ao de outros e sentireis, assim, que vossa vida adquire mais corpo, porque o que os demais sentem, por reflexo o sentireis também vós. É como se todas as vidas constituíssem uma só, gigantesca. Se por vossa conta, por exemplo, desfrutais de dez episódios, nesta outra forma podereis desfrutar de cem, de mil, de inumeráveis acontecimentos; porque cada alegria, cada benefício que alcance vosso semelhante será vosso e desfrutareis dele. E, sendo assim, a existência adquirirá outro significado.” da Logosofia