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Arquivo do mês: março 2014

uma forma de conhecer lugares

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Uma das coisas que mais gosto de fazer, e acredito que 90% das pessoas do mundo também é descobrir lugares diferentes. Embora também conheça muita gente que prefira repetir mil vezes o mesmo lugar a conhecer uma coisa nova, ainda acho que o ser humano tem dentro dele uma voz que incita a conhecer coisas diferentes. Ora, e como já usamos essa voz como desculpa para fazermos tantas bobagens, não?! Pois bem, eu gosto tanto de prestigiar os bons lugares já conhecidos, como dar uma chance para os lugares novos. Isso vale para tudo, desde restaurantes, marcas novas, filmes diferentes, bandas e até cidades e países. Foi assim que descobri o delicioso almoço do Sete Cumes em BH, foi assim que descobri lindos cadernos artesanais, foi assim também que realizei o projeto de experimentar todos os pães de queijo da Savassi!!!

Eu tenho um cartão que me dá direito a comprar passagens de trem mais baratas. Se compro 10 passagens, posso ter até 65% de desconto para o mesmo percurso. Então comprei 10 passagens para a cidade do aeroporto (Vitrolles, perto de Marseille), mas elas tem validade só até Abril e eu não preciso ir para essa cidade tantas vezes. Então, mesmo tendo já valido a pena a compra, decidi pegar o trem e descer em qualquer estação que pare antes de Vitrolles! E aí, me dar o direito de passar um dia numa cidade desconhecida.

As idéias bem praticadas de urbanismo e descentralização permitem que as pessoas transitem com mais facilidade. Em Vancouver, como o ticket de ônibus era mensal e dava direito à qualquer quantidade e percurso desejado, muitas vezes pegávamos o trem ou o ônibus só para descermos aleatoriamente num bairro novo e conhecê-lo. Como todos faziam isso, cada vez que um descobria uma loja ou um teatro interessante, avisava todos os outros e assim o comércio e a cultura não precisavam ficar concentrados só no centro da cidade, mas estavam em toda parte, fazendo os passeios muito mais ricos e dinâmicos. Vida urbana pra mim é isso: é ter liberdade de movimentos e boas surpresas e encontros.

E hoje foi assim. Como normalmente meus horários de aula são malucos, ao mesmo tempo que podemos ter 9h de curso em um dia, também podemos ter dias livres. O que aconteceu nessa segunda-feira.

Desci na cidade de Gadagne  (Chateauneuf de Gadagne para os mais elitistas) e me senti completamente isolada quando desci do trem. A estação ficava no meio do nada, mas ao mesmo tempo que estava um pouco perdida, também senti muita alegria de ter todos os elementos necessários para fazer tudo que eu queria. E foi assim que fui caminhando num dia lindo de primavera até encontrar a cidade igualmente linda e deliciosa para uma tarde de estudos. Gadagne tem muitas áreas verdes e de interação, além de manter uma arquitetura medieval na sua cidade velha e uma fofura típica das pequenas cidades da França. 100% das pessoas que passaram por mim me cumprimentaram. Uma velhinha inclusive abriu a porta da sua casa, mas eu só acenei pra ela. Os morangos estavam mais baratos em Gadagne que em Avignon. Sorte minha.

Abaixo, deixo fotos e um vídeo que tentei fazer com o vento no rosto. Ui, vento no rosto!

A primeira foto é da estação do trem.

GadagneEstacaodetrem

 

 

 

Gadagne6

 

Gadagne4

GadagneMorango

GadagnePatio

Gadagne3

Gadagne1

Gadagne5

 

“Vai diminuindo a cidade, vai aumentando a simpatia.

Quanto menor a casinha, mais sincero o “bom dia”. ” Pato Fu

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