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50 nuncas de 2018

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50 nuncas de 2018

Que ano, hein galera…

Respira fundo comigo porque 2018 foi barra.

  1. Perdi uma amiga. Meu propósito costuma ser falar de « nuncas » positivos nesta lista, e este item foge um pouco a regra porque foi extremamente marcante, difícil e me tomou muita energia e muito tempo neste ano. Também coloco nessa lista para o caso de eventualmente ela tomar contato com este texto. Para que saiba que não foi esquecida. Para que saiba que sim, ficamos chocados, mas estamos dispostos a reestabelecer tudo. Eu sempre estou disposta a tentar! Sempre! Também foi possível criar novos laços com a sua ida. Algumas pessoas bloquearam o assunto, enquanto outros se uniram mais para viver esse luto. Essa foi a parte bonita da história: a união de gente que nem que se conhecia. Não perdi uma amiga por briga, por doença ou por acidente. Não sabemos porquê ela sumiu e, em tudo que pudemos fazer, nós colaboramos. É possível que ela se sinta deslocada deste mundo e juro que entendo mais do que nunca essa sensação. Se alguém estiver pensando em fazer a mesma coisa, por favor, peço que reconsidere. Se alguém tiver um projeto de apoio a quem passa por isso (de querer sumir) e/ou a quem passa por isso (de perder alguém querido), peço que entre em contato. Minha amiga, por favor, volte!
  2. Tive um livro publicado! Mas deixa eu explicar. O principal formato que ele foi vendido foi em PDF. Era um livro de Direitos Humanos para a OAB. Então não foi dessa vez que a gente encontrou meu nome nas livrarias. Mas foi a primeira vez que eu recebi comissão de direitos autorais !
  3. Levei minha sobrinha pra patinar no gelo. E foi também a primeira vez que eu caí, tentando impedir que ela caísse. Mas estamos bem e valeu muito a pena. Eu era a única adulta na pista de gelo. Não era proibido para maiores, mas aparentemente os grandes não curtem esse tipo de coisa.
  4. Conheci Genebra! Uma cidade linda, mágica, que me pareceu fácil morar. Fiquei um tempo com essa cidade na cabeça e toda a sua diversidade (50% da população não é de lá). Lá assisti um cinema gratuito na praça, junto com amigos do hostel e ri como poucas vezes este ano. Genebra também tem uma sede da ONU muito importante!
  5. Fui no museu da Croix Rouge (Cruz Vermelha) em Genebra e pude ver de perto o primeiro tratado de Direito Humanitário lá firmado. Também passei a ter contato com o pessoal da direção do museu para propor um projeto que em 2018 eles ainda não podiam aceitar. Mas vai que em 2019…
  6. Peguei carona na estrada com meus amigos espanhóis num furgão. Decidimos de um dia pro outro. E fomos cantando! Eles pagaram meu café da manhã. Seus lindos!
  7. Assisti a uma peça de dança no Palácio do Papa, em Avignon. A cidade, conhecida por seu enorme e maravilhoso festival de teatro, tem algumas peças muito finas e caras do festival chamado IN (geralmente eu só assisto peças do Festival OFF porque é o que cabe no meu orçamento). Pois desta vez eu ganhei um ingresso e fui. Embora tenha sido um momento especial, eu considerei a ideia, em si, da coreografia, muito ruim e tenho sérias críticas aos artistas que elitizam a arte tornando-a incompreensível mesmo para quem tem muito conhecimento de arte (sim, agora estou falando de mim mesma). Quando a pessoa tem oportunidade de mostrar a arte dela para um público tão rico e diverso como é o público do festival de Avignon (ainda que seja o público IN), penso que tem também a obrigação de passar uma mensagem mais clara (mesmo que com requintes de uma arte exclusiva). Aliás, esse tem sido meu lema : cada oportunidade é também uma obrigação!
  8. Fui a um casamento em Pavia, na Italia. Casamento do meu ex-roommate espanhol e com a minha ex-professora de Italiano que é italiana. Claro que eles eram muito mais do que isso para mim. São dois grandes amigos, que me salvaram do abandono em terras estrangeiras quando eu não conhecia quase ninguém na França. O legal desses casamentos em outras cidades é que, além da viagem ser uma delícia (e eu dividi o Airbnb com mais 4 homens gatos !) a gente consegue reeunir uma turma que já está morando em lugares muito mais distantes. Eu sinceramente continuo sem entender quem é supernacionalista e a favor do bloqueio das fronteiras. Acho a coisa mais triste do mundo se fechar, ainda que seja para pessoas que você considere mais pobres que você. Na real, entendo que pobre é quem não se importa.IMG_4568
  9. Consegui um emprego na minha área com carteira assinada. Sério, essa foi a primeira vez na minha vida que uma empresa de Comunicação se ocupou em assinar a minha carteira. E, embora eu também aceite participar de projetos e freelas, eu não quero nunca mais reviver algumas condições de trabalho que já aceitei na vida. Tô ficando mais chata e exigente e estou curtindo essa fase!
  10. Fui para Alicante, na Espanha ! Uma cidade praiana, muito animada, com muita gente bonita e comidas gostosas .
  11. Conhecia a Bruna, minha primeira estagiária do Direito é Legal. Ela foi morar na Espanha também e me recebeu na casa dela. Cozinhou pra mim e nos acompanhou em vários passeios. Além disso, nós arrasamos numa noite de samba e flamenco, que até hoje a galera comenta !
  12. Fiz uma aula de flamenco na Espanha ! Só isso mesmo.
  13. Fui na maior passeata feminista da Espanha no dia da mulher ! E conheci um monte de mulheres incríveis, que melhoraram muito a minha passagem por lá.
  14. Por falar em passeatas feministas, também fui na passeata do #elenão , onde conheci gente maravilhosa. Que bom que Belo Horizonte ainda tem essas pessoas !
  15. Minha primeira prima se casou ! E nós dançamos a noite inteira, inclusive com os garçons!
  16. Fui ver uma apresentação de canto e dança, com performances da minha amiga Jaque no Teatro Palácio das Artes em Belo Horizonte. Ela apareceu no palco e gritou « Dança também, Didi ». Obedeci ! Foi ótimo.
  17. Conheci Amsterdam ! E, além de reencontrar Ignês e Julio que moram por lá, me encantei com a quantidade de jardins improvisados. Com a união muito bem feita que eles fazem da tecnologia de ponta com o antigo, com a natureza e com a vida slow. Parabéns, Amsterdam !IMG_5942
  18. Fui na exposição da Banksy em Amsterdam ! Depois de pegar uma chuva fenomenal e ter umas 4 interações muito engraçadas na rua por causa disso. Como eu amo interações nas ruas… Por favor, Brasil, façamos isso ser mais possível sem ser cantada barata de gente sem noção. Acho que Banksy contribui para essas interações mais atrativas.
  19. Fiz uma noite de bolos em casa. Cada amigo fez seu próprio bolo ou torta e trouxe pra gente dividir e a casa ficou cheia, lotada. Do jeito que eu gosto ! Uma das formas de não levar bolos dos convidados é obrigar eles a levarem um bolo pra você. Por favor, entenda o meu trocadilho forçado ! Aproveitamos para cantar Evidências com os amigos brasileiros que estavam presentes.
  20. Estive num país vencedor da copa do mundo, no dia que ele venceu a copa do mundo e que, depois de meia noite, era também o meu aniversário. Foi uma comemoração fenomenal ! Fizemos trenzinho na rua (eu que puxei) com umas duzentas pessoas. Dançamos até ! Aliás, dança foi um elemento muito presente neste ano !
  21. Apareci na divulgação de um restaurante de BH por conta da minha dancinha ! Lembra, Lucas, foi no seu aniversário?
  22. Apareci na conta de instagram do meu maior ídolo musical vivo por conta de uma outra dancinha ! E isso rendeu…
  23. Consegui entrevistar o meu maior ídolo musical!!! Que é esse mesmo cara do item anterior.Tudo começou com a dancinha, mas depois virou uma negociação séria e em espanhol. A gente conseguiu ser recebido por ele no camarim depois do show em Toulouse (isso devia virar outro tópico). Se você não conhece Calle 13, por favor, resolva esse problema agora. É um trabalho de hip hop latino que só fui conhecer vivendo fora do Brasil. Não entendo o brasileira ficar de fora dessa cultura. O resultado final apareceu apareceu no site do Mídia Ninja. Ah, e taí outra coisa!ReneFoto
  24. Comecei a escrever pro Mídia Ninja ! Tudo começou quando eles republicaram um texto meu que deu muita repercussão sobre as fronteiras.
  25. Tive esse texto sobre as fronteiras exposto num projeto na Andaluzia, idealizado pelo meu amigo Antonio Gonzalez ! Poemas para a Migração. Aqui tem link pro vídeo.
  26. Comecei a escrever para a PorQueNão e, mais do que isso, aprendi muita coisa com eles. Procure meus textos por lá. E leia os outros também que são muito bons!
  27. Minhas duas melhores amigas da escola engravidaram ao mesmo tempo e me contaram ao mesmo tempo. Eu vou ter muitas barriguinhas de neném pra morder (de leve). Amo ser tia! E sou a tia mais legal que você puder imaginar.
  28. Minha colega de estágio do início da faculdade de Direito virou juíza! Juíza ! Eu sei que esse nunca nem é meu, mas é que agora eu tenho simplesmente a melhor consultora de todos os tempos, mas não vou revelar a área não.
  29. Dei carona para um cego que vi perder o ônibus na rua. Estava tendo um dia ruim e fazer isso melhorou em 90% a qualidade do meu dia. Espero que a dele também. Não sei como, quilômetros depois, um cara que estava andando a pé na rua, veio falar comigo que gostou da minha atitude. Fico me perguntando como ele sabia… E, sinceramente, acho que essa atitude tinha que ser normal. As pessoas realmente precisam começar a dar mais assistência umas pras outras na cidade.  Sei que é difícil porque ninguém confia em ninguém. É triste que, por causa de uns abusados, o mundo inteiro se ferre.
  30. Fiz um bolão da mega sena da virada. Primeira vez mesmo! E espero que funcione !
  31. Conheci a Lorena, que me conheceu pela internet e havia me contratado em 2017 para um trabalho pro Passagens Imperdíveis. A gente tinha tantas afinidades que não tinha como não ficar amiga dela. Depois eu conheci a Jaiane ! Uma moça muito cheia de planos que, neste momento está construindo uma escola no Quenia. Eu acompanhava ela no instagram desde que fizemos juntas dois projetos diferentes pro Passagens Imperdíveis.
  32. Conheci a cidade de Valência na Espanha. E, de novo, fiquei com vontade de me mudar pra lá. Eu disse “de novo” porque não é muito difícil me fazer ter vontade de mudar pra uma cidade tão rica, cheia de eventos, restaurantes gostosos e gente na rua.
  33. Fui na noite das Idéias em Avignon. Olha que nome bonito pra uma coisa que deveria acontecer sempre, em todas as noites !
  34. Fiz um curso de fotografia na Escola de Belas Artes de Avignon. E aprendi a fotografar insetos de muito perto e pessoas de muito longe.
  35. Entreguei flores nas ruas com meus primos no dia dos namorados. Eu costumo fazer isso todo ano porque é também o aniversário de casamento da minha avó. Mas este ano convidei meus primos e eles aceitaram ir comigo e foi umaexperiência ainda mais legal. Antes do feito, todo mundo almoçou junto! Delícia.IMG_1652
  36. Recebi macacos na minha casa. No Brasil, havia uma árvore muito linda e frondosa na porta do meu prédio. Um dia acordei com uns gritos. Eram micos leões nos galhos em frente. Quatro miquinhos ! Peguei banana e eles vieram. Eu estava meio chateada com o Brasil naqueles dias e essa surpresa me salvou por um bom tempo. Pena que eles nunca mais voltaram e a árvore, embora saudável, foi podada ao extremo porque a vizinha queria « sol ».
  37. Fui na passeata pelo imigrante em Avignon. Fizemos uma longa marcha. No meu cartaz, dizeres de uma mineira « sem imigrantes, sem pão de queijo », não sei se todo mundo entendeu. Acabo de pensar que este foi o ano em que eu mais participei de passeatas. Se bem que quando eu tinha uns 7 ou 8 anos eu era mais engajada, acho.
  38. Escrevi para a Ankawa, uma ONG peruana. Foi assim, conheci o fundador dessa ONG de Direitos Humanos por intermédio de um amigo. Conversamos por horas no telefone sobre o projeto dele e eu fiquei com muita vontade de participar de alguma forma. Mas ainda não sabia o que do Brasil poderia escrever para eles (que fazem projetos no mundo todo). Então aconteceu aquela tragédia horrível da morte da Marielle Franco. E foi isso que fiz. Escrevi o texto em três línguas e ilustrei com um desenho também meu.
  39. Criamos o @heroisdagente . Um projeto com uma amiga de instagram, a Maila. Foi dela a ideia de fazer um instagram só de gente que está construindo um país, um mundo, uma comunidade melhor. Sem apelo à religião, ou a política, a gente seleciona pessoas de todos os tipos, criativas e lutadoras que merecem ser exaltadas pelo que fazem com o tempo delas ! Segue a gente lá !
  40. Fui numa cidade francesa para contar sobre a grande injustiça que ela viveu durante a Revolução Francesa. Fruto de uma pesquisa para uma matéria do jornal, a história de Bedoin me interessou tanto que eu fui até lá para conhecer e contar sobre o ocorrido para o mundo. Como eu disse, pra cada oportuniade, eu também tenho enxergado uma obrigação. E vice-versa.
  41. Conheci o Pirula ! Mas ele não me conheceu. Porque eu fui na palestra dele, mas a fila era tão grande para dar um abraço nesse cara que eu não pude ficar. Pirula, te amo, cara. Admiro demais o trabalho que ele faz e a paciência que ele tem.
  42. Deixei uma carta para elogiar o jardim de uma vizinha que eu não conhecia. Ela respondeu por e-mail (porque eu deixei meu e-mail) e começamos a nos corresponder ! Ela tinha me convidado pra tomar um vinho num dia que eu não podia, mas quem sabe uma próxima vez, vizinha. Pra mim, vizinhança tem mais é que ser amiga mesmo. Tô sentindo muita dificuldade com isso no Brasil.
  43. Fui na Fazenda dos Crocodilos. No sul da França tem uma fazenda famosa com mais de 100 crocodilos. Aproveitei uma carona do meu roommate que ia levar os filhos e fui também. Acho que curti mais que eles !
  44. Antes de votar nessa eleição maluca, eu mandei perguntas para todos os meus candidatos do legislativo. Quase todos responderam. E eu só votei em que me respondeu e eu estava ok com as respostas. Apenas uma das minhas candidatas ganhou.
  45. Fui na exposição de Steve McCurry, o fotógrafo da National Geographic. Aconteceu quando eu estava em Pavia, no dia seguinte do casamento. Enquanto alguns amigos dormiam, outros acordaram e saíram pra correr, outros foram fazer compras, e eu fui nessa exposição magnífica.
  46. Ganhei meu sobrinho Dylan! E ele tem o cheirinho da paz. Que saudade de você, cabeça de coquinho.
  47. Interrompi uma entrevista por skype para separar uma briga de gatos que entraram pela janela. Foi inusitado. O moço do outro lado foi compreensivo, mas eu estava com uma blusa bem formal e por baixo eu só tinha um short jeans. Algo divertido pra contar  de um ano que não foi tão divertido quanto parece por essa lista. Os gatos passam bem.
  48. Participei de um projeto com a Contente, que além de ser uma empresa que eu admiro, é também a empresa de duas queridas amigas. Que bom que pudemos trabalhar juntas !
  49. Comecei meu projeto #danceporumacausa nos Stories do Instagram. Eu sempre ficava dançando lá ( @diorelak ) pra animar minhas noites, mas agora a gente tem mais conteúdo e motivos pra dançar! Os temas variam desde salvar abelhas até conhecer mais sobre democracias no mundo. Por falar nisso, também comecei o projeto Inseto é Um Barato no facebook.
  50. Entrei na cabine do piloto, com os pilotos! Achei que isso tinha sido proibido. Que bom que permitiram. Acho impressionante eles saberem para que serve cada botão. Eu não sei nem do controle remoto da televisão. Me convidaram para tirar uma foto lá na cadeirinha mesmo.

Queridos, para este ano novo deixo aqui a mensagem que deixei no meu projeto Direito é Legal. Obrigada pela companhia.

Foi há 12 mil anos que o homem criou a agricultura e pôde deixar de ser nômade. Foi também graças à agricultura que as cidades puderam começar a existir e a partir daí, as trocas, o comércio, o dinheiro, a política, a imprensa, as séries, a internet e a cama de casal. A revolução agrícola revolucionou tanto a História do homem que alguns historiadores consideram que a gente deveria contar os anos a partir disso e não da forma cristã como tem sido. Eu ainda acho que, além de mudar essa conta, a gente podia ter uma outra revolução, desta vez a nômade! Como seria bom se a gente pudesse se espalhar mais. Se redividir e rever as fronteiras pacificamente. Como seria bom se a gente encontrasse, para todo canto, uma acolhida, uma novidade e pedaços do que chamar de felicidade. Como seria bonito reconhecer semelhanças e aprender com as diferenças. Numa grande colheita planetária, eu insisto na ideia de que seríamos mais felizes, amigo Sapiens. Conto com você pra pensarmos isso juntos! Aqui termina 12018.

 

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Sobre Didi

Brasileira, mineira, advogada, professora e ex-professora. Comunicóloga nas horas vagas. direitoelegal@gmail.com

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  1. Vi tudo isso acontecer do outro lado da telinha!!!! Parabéns Diorela! Toda sua vida e seu conteúdo… Sigo acompanhando, 2019…. Etc e tal.. . beijos!!!! 🍸🍾

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  2. Estive aqui e fiquei mais admirada de ter uma pessoa tão interessante em meu convívio. Você é demais, Dids! Parabéns por aproveitar as oportunidades corriqueiras da vida para fazer da sua passagem por esse mundão ser incrível. Você definitivamente me inspira. Espero em 2019 saber dessas pequenas grandes conquistas assim que acontecerem para poder vibrar com você e não esperar o “eu nunca”. Rs E te esperamos em Sp, convite real e oficial, não convite de mineiro “passa lá em casa”!

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  3. Que legal! Que em 2019 vc possa fazer uma lista dos “100 nuncas” . 😘

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