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Arquivo da categoria: Brasil

Vocês estão com frio ?

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É engraçado como funciona a minha cabeça e não duvido que a de muita gente. Quando eu estou com fome, tenho enorme dificuldade de entender alguém que não esteja. Aí você já viu onde quero chegar, né ?! Pelo título deste texto, quando estou com calor, não consigo imaginar o frio. E vice-versa. Eu posso até imaginar, mas é mais complicado porque imagino de uma forma mais romantizada, mais gostosa.

Agora que estou vivendo um sol escaldante, que deixa minha testa brilhando, meu cabelo espigado e faz das minhas noites um zumzumzum de pernilongos, imagino que todos estejam no Brasil vestindo um suéter de tricot, segurando uma xícara de chocolate quente com as duas mãos e assistindo a algum filme divertido com seu grande amor do lado.

Mas não é assim, né ?! Embora a minha cabeça insista em imaginar diferente eu SEI que o frio pode ser cruel. Eu sei que o frio faz sugar as suas energias para se levantar da cama de manhã e que mesmo assim você tem que se levantar. Eu sei que o frio te faz cogitar não tomar banho, mas que mesmo assim você TEM que tomar banho, nem que seja rapidinho.

Sei também que o frio traz doenças, alergias e falta de vitaminas. O frio de Avignon ainda ressecava a minha pele a ponto de sangrar, matava as minhas plantas e até alguns animais de rua (que tanto tentamos ajudar). O frio era tanto que dentro da minha casa, por diversas vezes, parei de sentir meus pés e o bepantol congelou. Com que coragem eu iria estender as roupas da máquina de lavar ? E lavar os pratos ? E andar de bicicleta contra o vento que ultrapassa 60 Km/h ?

Frio, até hoje, ainda traz enormes contratempos. Por isso deixo aqui a minha solidariedade para quem estiver vivendo esse desafio. E também a pergunta: por que o clima da Terra está tão alterado este ano ?

Mas como eu sou otimista e não quero deixar ninguém mal, decidi listar aqui coisas que dão saudade de viver no frio, agora que estou com calor :

  • dormir de cobertor
  • usar moleton
  • ter uma maquiagem que dure na pele
  • ter um cabelo mais macio
  • não ter que preocupar com insetos
  • poder deixar a comida fora da geladeira por mais tempo
  • aproveitar o tempo para atividades intelectuais sem dó de não sair de casa (aham!)
  • fondue de chocolate e de queijo e as outras variáveis !
  • Sopas
  • Roupas com sobreposições!
  • E essa não é válida para o Brasil, mas… Neve!

Desculpe se não consegui lembrar de mais vantagens do frio! Apesar de estar sentindo muito calor agora. Estou adorando cada minuto de curtir esse solão. Sugiro que se você estiver reclamando do frio, anote agora tudo que não gosta neste clima e tudo que sente falta do calor. Releia quando estiver reclamando do verão. Feliz inverno, Brasil!

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50 nuncas do meu 2014

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2014 foi um ano muito doido, com muita coisa inimaginável acontecendo. Tanto muito ruins, quanto muito boas. Todos vivemos as agonias do pré-copa do mundo e do 7×1. Todos vivemos o surrealismo do Estado Islâmico, dos conflitos na Ucrânia. Todos vivemos as irritações das eleições e as antipatias que até hoje continuam como se realmente alguém estivesse votando para fazer mal pro país. Peraí ! Claro que não. Calma, gente ! Em 2014 eu aprendi que tenho que aprender a fazer menos ironia com quem pensa diferente, por mais que o trocadilho esteja na ponta da língua. O mundo precisa de paz. E a Hello Kitty que havia deixado de ser gata, felizmente voltou a ser.

E aí vai a minha lista de 50 coisas que deixaram de ser nuncas para mim neste ano. Como sempre, faço um esforço de listar apenas coisas que tem a chance de serem positivas. Que as negativas continuem na lista de nuncas ! E feliz ano novo para todos !!! Obrigada por tudo !!!

1) Terminar o master em francês. Ahhhh, obrigada a todos que ajudaram ! Não foi fácil não!

2) Adotar um jardim público. Experiência deliciosa que vale a pena sentar para escrever mais. E que me rendeu amigos também e outras alegrias !

3) Apertar a mão da prefeita de Avignon. Eu dou muito valor para estar próxima a pessoas que podem mudar a cidade, isto é, todo mundo, mas o representante da cidade, realmente, mexe comigo !

4) Fazer vídeo para youtube ! Com edição e tudo foi a primeira vez. Visite meu blog de direito : direitoelegal.com

5) Entrar na festa errada e comer coxinha !!! Longa história !

6) Rever todas as temporadas de Gilmore Girls. Nem sei se conta, mas eu adorei ! Se não contar, anota aí: cortar franjinha durante uma festa!

7) Andar sozinha em Londres. Se caminhar é uma terapia, caminhar por cidades interessantes é talvez a fórmula do rejuvenescimento !

8) Andar com amigos em Londres ! No primeiro dia foi a Luiza Voll e a Cacau, no segundo dia foi o Airton Rolim e no terceiro, o meu ex-aluno e hoje querido amigo Gustavo Germano !!! Cada dia, uma visão diferente da cidade, cada dia uma história mais rica. Obrigada, obrigada, obrigada !

9) Fazer piquenique 3h da manhã na praça principal de Avignon com os amigos depois da festa de gala da Universidade!

10) Fazer um Pacto de União Estável na França. Uma vez, o professor de Direito Eleitoral começou a aula dizendo que achava que a gente tinha aula de Direito Internacional demais. Ele dizia : « Pra quê vocês precisariam de aula de Direito Internacional privado, para casar na França ?? ». Todo mundo riu ! Até eu ! E hoje, rio disso !

11) Ser entrevistada por uma rádio ! Rádio Osmose tão receptiva. Adorei de verdade. Nunca imaginei que me sentiria tão bem durante duas horas entre homens estrangeiros falando de futebol !

12) Escrever para a FIFA. E não receber resposta. Mas não importa ! Eu tentei !

13) Escrever para o Romário e o Jean Wyllys ! E só o Jean Wyllys me respondeu ! Mas mesmo assim, valeu! É muito difícil uma pessoa pública responder minhas mensagens. Se nem blogueiro responde, quanto mais político.

14) Comprar perfume pra mim ! Sério, foi a primeira vez. Chama Nirmala e é um dos poucos que não me deixa enjoada (não, não estou grávida).

15) Passar 25 dias sem açúcar, farinha de trigo e sem carne. Um desafio, mas valeu a pena ! Foi também a primeira vez que divulguei estar de dieta na internet. Antes eu decidia e no dia seguinte já esquecia e comia como sempre. Publicando na internet, me senti muito mais obrigada a continuar! E foi positivo isso.

16) Morar com uma indiana. Kavya fofa ! Aprendi muito!

17) Passar um dia ensinando estranhos a jogarem jogos antigos. Um programa da Associação de Jogos de Avignon !

18) Comemorar meu aniversário junto com Alexis e Azzuca !

19) Dar ração de cachorro para os vizinhos como presente de fim de ano. Os vizinhos que tem cachorros ! Obrigada, Ju!

20) Virar professora de Português ! Amo !

21) Conhecer Aix-en-Provence. Cidade de tantos artistas ! Linda !

22) Participar de um curso de dança antiga ! Toda segunda-feira. Muito bom !!! E engraçado.

23) Fazer covoiturage. Uma forma de viajar pagando pela carona. Nunca tinha tentado e adorei, mas é bom marcar adiantado onde a pessoa te deixará, pois pode acontecer de você ficar na borda da estrada !

24) Ver Lord of the Dance ! E conhecer o mítico Michael Flatley !

25) Aparecer num jornal Francês. A Copa do Mundo no Brasil me fez bem no fim das contas. Apesar de todos os pesares !

26) Fazer amizade com um torcedor da Argentina na rua. Quem diria !

27) Receber minha prima na minha casa !!! Lorenza querida !!!

28) Ir para Berlin para ser babysitter !!! Rita querida !!!

29) Ir num casamento no Brasil e depois reencontrar a noiva no Maletta !

30) Oferecer um buquê de flores para um estranho na rua ! Só porque ele falou que precisava. E recebê-las de volta com muita gratidão!

31) Ser reconhecida na rua por causa do meu instagram !!! Que honra! Ainda mais por quem! (instagram @diorelak)

32) Fazer festas com a temática de Banksy e a paz!

33) Ficar amiga da moça dos crepes!

34) Ter um e-mail lido em voz alta na universidade de Avignon, porque mandei um e-mail de parabéns para meus professores no dia do professor (que é uma data brasileira e não francesa) e um deles achou que poderia inspirar os outros alunos tomando meu e-mail como exemplo!

35) Conhecer a região do Luberon da França! Que coisa linda! Também conhecer a fábrica da L’occitanne aqui em Provence deve entrar para essa lista!

36) Conseguir adoção para o meu gatinho de rua preferido ! Obrigada, Guilherme ! Um superpresente de fim de ano !

37) Fazer uma festa de fim de ano entre amigos e sair para visitar de surpresa o amigo italiano que ficou trabalhando no hotel durante a noite. Até hoje ele coloca fotos da ocasião no facebook de tanta alegria !

38) Comer feijoada em Paris !

39) Conhecer Edson Cordeiro ! Num show que me fez muito bem ! Obrigada, Bebela e Berlin!

40) Ver uma maquete toda feita de biscoitos e comê-la com autorização do criador ! Obrigada, Belo Horizonte, Sabrina, Aline e todos que participaram !

41) Viajar para o Brasil entre dois lindos e queridos franceses ! Obrigada, Alexis e Felix !

42) Fazer uma noite de pizzas com os amigos! Pizzas feitas em casa e por nós mesmos! Desse jeito, nunca tinha feito!

43) Participar de um treinamento para flashmob que no fim das contas foi anulado na data que eu podia, mas teve o treinamento !

44) Atravessar a cidade inteira com a minha mãe carregando um móvel pesado ! Só você, mamãe! Obrigada ao estranho que ofereceu ajuda na última esquina da caminhada!

45) Passar um fim de tarde na piscina com meu pai depois dos meus 10 anos de idade! Que saudade disso, papai !

46) Plantar uma árvore no Brasil ! Nas terras de Guimarães Rosa. Conhecer as lindas terras de Guimarães Rosa!

47) Me encantar com o teatro da Bulgária. Especialmente uma peça que se chama « Monólogo com a mala de mão ». Fiquei dias pensando sobre. E era tão leve e doce !

48) Defender uma amiga de um bêbado na rua.

49) Defender um gatinho de um gato nervoso na rua.

50) Ser babysitter de duas canadenses de 5 e 8 anos e entrar numa conversa supercabeça sobre o que acontece depois que morremos! Fica o que de melhor fizemos!

Bom, essas foram as coisas principais que me lembrei ! Obrigada a quem participou ! Quem queria ter participado e quem conta participar da lista de 2015 !

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E um último nunca ! No amigo oculto de fim de ano da família, foi minha mãe que tirou meu nome !!!!

Os problemas do meu país e os meus problemas, sem entrar em detalhes

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Saiu um texto sobre os cinco sinais de que você deve passar um tempo fora do seu país. Um dos sinais que acho mais explícitos de que a pessoa precisa passar um tempo fora é quando ela começa a colocar a culpa de tudo no país ou na cidade dela (ô, já passei por isso). Não tem trabalho: ê Brasil. As pessoas são sem educação: só no Brasil. O tomate está caro: coisa do Brasil. A violência parece crescente: é o Brasil. Ninguém arruma namorado: os brasileiros não querem namorar. O custo de vida é elevado: só podia ser no Brasil. Enfim, as desculpas de sempre.

Tenho muitas críticas ao meu país ainda, mas descobri que muitas delas não eram cabidas apenas ao meu país e que algumas não eram nem mais cabidas ao país, mas a mim mesma como cidadã sem atitude suficiente.

Por que esperar do governo federal, estadual ou municipal tudo? Sei sua resposta. Você diz que é porque trabalha e paga seus impostos. Justo. Muita coisa não está a seu alcance. Você não pode promover a segurança da cidade. Mas pode incentivar a gentileza urbana, os bons modos no trânsito, a educação dos seus filhos, sobrinhos, primos e amigos. Isso é uma forma de contribuir para a diminuição da violência, sabia? Você também não pode construir um hospital, mas pode ir para o trabalho à pé, ou de transporte público ou de bicicleta a fim de desobstruir as vias de acesso a hospitais e centros de atendimento para quando algum amigo, parente ou mesmo desconhecido precisar. Você também pode criar o bom hábito de lavar as mãos antes das refeições, comer direito, praticar esportes e o bom humor, tudo faz bem pra saúde! Além disso, pode evitar acidentes protegendo tomadas, não raspando dois fios ao mesmo tempo, não dirigindo bêbado e deixando o cabo da panela sempre virado para dentro! Você jamais poderia criar parques na sua cidade, mas pode limpar a sua calçada, pode plantar uma árvore no meio de um matagal que você também pode cortar. Você pode adotar animais de rua, ou pelo menos criar alternativas inteligentes de alimentá-los com os restos da sua comida. Você pode chamar seus amigos para piqueniques que dêem valor a pequenas áreas verdes, e pode até revigorar pequenos jardins pela cidade. Isso vai te custar um saco de lixo e um par de luvas (mas você pode usar sacos plásticos como luvas). Essas coisas simples não tem CEP e são tão possíveis na França quanto no Brasil.

Eu sei, no Brasil você não tem tempo. E tempo é um luxo mesmo. Agora que eu moro fora percebo como perdia tempo no Brasil fazendo coisas que não precisava fazer com tanta frequência, como fazer a unha toda semana, passar mais tempo olhando pro telefone que para a vida da sua selva de pedra, passar mais tempo pedalando na bicicleta ergométrica que andando na rua com o cachorro, passar mais tempo lamentando por gente que não te faz bem que celebrando a companhia de gente que te quer bem! Claro, você não deve ter perdido tempo como eu. Você deve ser muito mais esperto e muito mais ativo. Nesse caso, nem se preocupe! Você já é ótimo! E se você é tão ótimo assim e é brasileiro, uau! Então meu país está cheio de gente boa! Mais um motivo de alegria e de honra para o meu país!

Aqui, deixo o link do texto que inspirou esse meu outro texto.

 

E por aqui, deixo um videozinho de ontem! Que gravei com o celular virado de novo… estou muito desacostumada.

11 anos atrás, na TV da faculdade

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Há onze anos eu trabalhava como estagiária na tv da faculdade! Foi uma experiência sem igual! Conheci pessoas sensacionais com as quais tenho o prazer de manter contato até hoje, tive grandes oportunidades de entrevistar gente que admirava e uni também uma coleção de pequenas histórias. Muitas delas vividas dentro da kombi que nos levava para as externas!

Vou relatar algumas lembranças daquele tempo.

Nas primeiras vezes que fui fazer a chamada “externa”, ou seja, sair da redação para fazer uma reportagem ou uma entrevista, fui acompanhando a Lenora, que era minha colega de programa (e todo mundo já fazia piadinha com isso). Um belo dia, chegando no lugar da entrevista, ela olha para os meus pés e diz: “Você sabia que está com um sapato diferente em cada pé?”. Eu ri e disse que claro que não. Quando olhei pra baixo, de fato, eu estava com um diferente em cada pé. O entrevistado não percebeu.

Outras vezes, acompanhei o Davi de Carvalho! Na época, eu tinha um outro blog e o Davi ia na Van contando que tudo que ele queria era que eu mandasse um abraço pra ele no meu blog (um abraço pra você, Davi, que hoje é um super ator no Rio de Janeiro!), e depois ele contava como convenceu a nova estagiária de que só se alimentava de luz. E que quando tinha luz demais na redação (todas acesas) ele ficava cheio e tinha que ir pra cozinha, onde a luz estava apagada! A nova estagiária se impressionava com o ator!

Luciana foi a culpada de eu ter deixado de ser produtora para virar repórter. Mas eu não tinha roupa de repórter e nem jeito de repórter. Sempre tive birra com a minha voz, mesmo assim, adorava as externas. E os câmeras eram suficientemente atenciosos! Assim como os entrevistados, superinteressantes e agradáveis.

Davi e Luciana estavam produzindo um programa de Cultura sobre dança e uma das fontes que eles procuravam era o Rui Moreira, bailarino renomado. Durante a semana inteira Davi tentou falar com Rui no telefone, sem sucesso. Até que finalmente me enviou para a externa para falar com todos do grupo e talvez com o próprio se eu desse sorte. Depois que saí com a Kombi, ele se lembrou que faltava alguma coisa. Então tentou me contatar no celular sem sucesso. Desesperado! Começou a ligar para a companhia, para ver se conseguia falar comigo.

– Alô, companhia de Dança.

– Oi, quem está falando?

– É o Rui Moreira.

– Oi, Rui, tudo bem? Chama a Diorela pra mim?

Segundos mais tarde, um homem maravilhoso se aproxima e pergunta “você que é a moça da TV?”, “sim”. “Telefone pra você”!

 

Ser a moça da TV não me dava o menor glamour na vida. Talvez a Luiza tenha tido um pouco mais de glamour porque ela trabalhava com esportes Radicais, no programa que mais fazia sucesso na TV. Eu não, eu era uma produtora/repórter bem pacata. Na época, achava que para ser legal, a gente tinha que usar sapato baixo e roupa sem graça, então, realmente, não dei chance para a sorte naquela carreira. Queria pedir que todos que foram meus colegas na época esquecessem como eu me vestia. Vamos recomeçar uma relação!

 

Durante um período tivemos curso de apresentação de telejornal com um apresentador superbonito, mas um pouco arrogante. Ele falava mais dele que da profissão em si (para falar de você mesmo o ideal é ter um blog!!!), e a gente ficava lá babando. Hoje eu vejo que a melhor parte daquele curso foi o fato de ele ter nos apresentado sua cabeleireira para nos dar um trato, o que foi excelente. Estávamos precisando! Eu principalmente. Custei para ler o teleprompter e até hoje tenho profunda admiração por quem o faz, mas só de começar a usar rímel aos 21 anos de idade, o curso já valeu a pena!

 

Foi na produção de um programa sobre saúde que descobri que comer açúcar para matar a fome é uma forma de suicídio do seu pâncreas. Muito cuidado. Foi também neste programa que entrevistamos diversos médicos renomados e em uma ocasião, a câmera não gravou nada. Tivemos que ligar para ele pedindo a entrevista de novo. Como me doeu fazer isso, mas ele foi gentil! Tenho saudade daquele programa e do apresentador dele, o Gustavo, um cara mais velho, superengraçado, que tinha uma paciência incrível comigo. Aposto que já ficou rico, Gustavo!

 

Ludmila adorava dar o golpe do telefone. Ligava pra gente fingindo ser uma fã da TV de outro telefone da TV, fazendo voz de adolescente. Eu sempre caía! Igual o Moe!

 

Rafinha tinha mais 100 horas extras por semana. O maior workaholic da tv é também uma enciclopédia da história da televisão brasileira. Me sinto honrada de ter dividido uma redação com você. Aliás, com todos! Junto com Rafinha, três outros produtores da TV ganharam um prêmio pelo programa sobre os bastidores da fábrica da Garoto. Eles foram de trem, fizeram tudo na raça. Mas poucos foram os convidados para o cocquetel de premiação. Sem sentido.

 

Eloi foi um caso à parte na TV. Ele já tinha experiência com a Futura quando entrou pra trabalhar com a gente e no seu currículo, havia um dado interessante. Aos 14 anos, o garoto acabou com a evasão escolar de Lagoa Santa e apareceu no antigo Gente que Faz. Ele era nossa inspiração da juventude. Fora que ele criava personagens engraçadíssimos, que nos fizeram engasgar no rodízio de pizza do Pizza Hut (para onde íamos todo aniversário de alguém).

 

Leandro era um chato. Reclamava de tudo. Do governo, do chefe, da produção, da roupa do entrevistado, do sol, da falta de sol, dos professores etc. Mas a gente gostava dele. Descobrimos que ele tinha o dom para a coisa. Fizemos um blog em conjunto uma época (eu esqueci a senha, alguém ainda tem?), e ele era dos mais ativos e mais divertidos. Foi Leandro que fez todo mundo cair no samba e dessas noitadas com macarrão do Bolão no final eu tenho muita saudade. Hoje ele é  bem empregado, casado, apaixonado, feliz e acho que nunca mais reclamou! Pelo menos nunca mais teve motivo!

 

 

Um dos meus últimos trabalhos, foi uma entrevista com o Amaranto, grupo de canto que eu idolatrava! Simone, minha amiga, era a produtora da vez e fez o favor de me escalar para fazer a matéria. Que presente! Já estava tudo perfeito, até que uma das cantoras do grupo comentou que conhecia meu blog. Virgínia Woolf tem uma frase em que diz que escrever é um grande prazer e ser lido é um prazer menor. Não sei se concordo em absoluto. Naquele dia, o grande prazer, embora com um pouco de vergonha, foi o de ser lida!

 

Um dos grandes dias que passei na redação, nem tem nada a ver com a redação. Mas foi exatamente num quatro de julho (dia em que o texto foi escrito). Eu estava lá tentando fazer os contatos, agendando coisas, escrevendo perguntas, quando meu telefone tocou. Era minha tia do hospital. Mariana acabara de chegar no mundo! Fiquei tão feliz!!! Fui até a cozinha onde estavam meus amigos e anunciei feliz “Gente!!! Eu tenho uma prima!!!!!”. No que todos se entreolharam e responderam “ué, a gente também”!

Que saudade daquele povo!

Mari, feliz aniversário pra você!!!

 

 

Azzuca na Copa: Brasil x Colômbia

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Esta semana Azzuca completou um aninho de vida! Ela tem sido a minha melhor companheira para trabalhos, estudos e até para os momentos tão necessários de solidão. Obrigada, pequetita. Vida longa pra você. Todas as sete!

“O menor dos felinos é uma obra de mestre”. Leonardo da Vinci

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Azzuca na Copa! Brasil x Chile

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Azzuca fez uma hora pra comer nesse vídeo, mas finalmente decidiu quem será vencedor!

🙂

 

Sobre eventos sociais e algumas percepções

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Sobre eventos sociais e algumas percepções

Houve uma época que eu pensei que detestava festas! Que nunca valeria a pena sair do meu canto para nenhum evento social porque sempre existiam muitos protocolos difíceis de seguir.

Nunca fui aquela garota sexy segurando a taça de champagne e isso parecia não caber no mundo. Até que conheci uma turminha boa de amigos que me fez perceber que qualquer desculpa é boa para estarmos juntos ! E, com sorte, dançarmos um pouco!

Este texto é uma análise pessoal de experiências e observações sobre eventos sociais.

Tudo começa no convite. 

Outro dia um amigo brasileiro que mora aqui em Avignon nos convidou para um piquenique de aniversário. Devo dizer que atualmente essa é uma das minhas formas preferidas de comemoração de qualquer coisa : piquenique ! Natureza, esportes ao ar livre, comida na toalha quadriculada. Amor eterno.

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Ele fez daqueles convites pelo facebook e eu me lembrei de algumas práticas que quero compartilhar. Nem todo mundo tem facebook ou olha o facebook com frequência, então, se você quer mesmo que alguém vá no seu evento, ligue, mande mensagens por outros lugares e confirme a presença!

Em convites públicos para aniversário como e-mails em que todo mundo vê o nome de todo mundo ou mensagens no facebook em que todos lêem tudo, acho de bom tom que, se você não puder ir, que mande uma mensagem particular para quem convidou. Já reparei uma tendência no mundo que é que quando muita gente começa a dizer que não vai, outras pessoas ficam com preguiça de ir « num evento que não vai ninguém » e desmarcam também. Se você informa discretamente que não vai, esse perigo diminui.

No lado contrário, se você informa a todos que vai, acho que estimula ainda mais a participação das pessoas (a não ser que você seja muito chato). Uma colega fez uma coisa muito fofa: No dia do piquenique, o céu amanheceu cinzento e feio. Ela mandou uma mensagem para todos assim « O céu está cinzento, parece que vai chover um pouco, mas não importa, eu estarei lá ». Isso foi bem motivador e muita gente que pensou em desistir, desistiu de desistir. Que preguiça de gente que precisa de condições perfeitas para sair de casa.

Um pouco de ajuda conta muito.

Outra coisa que reparei na Europa é que as pessoas aqui se oferecem frequentemente para ajudar nos preparativos dos eventos. Em abril fizemos uma festa surpresa para um amigo marroquino. O combinado era que eu deveria chamar o amigo com a desculpa de que tinha outro amigo marroquino para apresentá-lo e ao chegar na minha casa, todos já estariam aqui. Marquei com todo mundo 20h, tendo chamado o amigo 20h30. Às 20h da noite só haviam duas pessoas. Mas às 20h10, éramos 30 enchendo balões e arrumando tudo. Durante a semana precendete, muita gente me procurou para saber o que poderiam fazer para ajudar na festa. Eu não precisava de muita coisa, mas tudo que pedi, eles fizeram!

No fim de toda festa é de bom tom dar uma ajudinha ao dono da casa. Não é preciso muito. Lave um ou dois copos, passe um paninho no chão. Leve o lixo pra fora, separe os vidros, guarde o que estiver limpo. As pessoas aqui tem por hábito fazer essa pequena faxina antes de se despedirem, coisa que eu não tinha muito costume, admito. Por isso todas as festas que fiz aqui em casa foram leves porque não me custaram caro (cada um trouxe o que queria comer ou beber) e todos ajudaram na arrumação inicial e final. Depois que foram embora, a casa estava limpa e habitável!

No Brasil, também tem pessoas que tem essa percepção. Minha avó gostava de fazer pães de queijo aos domingos para toda a família. Com a idade aumentando, as dificuldades motoras também foram crescendo. Muitos dos meus tios e até primos, sem que fosse pedido, passaram a chegar mais cedo na casa dela para ajudar a limpar, fazer a massa dos pães de queijo e arrumar a casa, de forma que ela podia continuar as reuniões de domingo sem sentir o peso que a idade naturalmente traz.

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Pontualidade!

Não é preciso chegar na hora exata (salvo no caso da festa surpresa porque era cronometrado mesmo). Mas atrasar mais que meia hora é falta de educação, vai! Ainda mais quando é jantar e você deixa as pessoas morrendo de fome, a comida esfriar… não é muito legal!

O contrário também acontece. As pessoas te chamam para almoçar meio dia e a comida só sai 4h da tarde. Isso me mata porque eu não consigo despistar a fome com amendoim e cerveja, numa boa!

Aqui na França, a pontualidade não é absoluta, mas quem chega atrasado, já chega pedindo desculpas. No Brasil essa prática é quase uma instituição. E não é legal. Além disso, tenho a impressão que tem gente que gosta de chegar atrasado só pra causar um efeito na hora que chega, como se fosse uma celebridade no tapete vermelho. Fala sério !

 

As comidas e bebidas preferidas

Uma coisa fofa dos brasileiros é se preocupar com o que os outros comem. Ao me convidarem para jantares no Brasil, muitas pessoas procuravam saber se eu comia carne, que tipo de carne, essas coisas, para preparem algo que fosse agradar. E até para não passarem pelo constrangimento de uma pessoa ter um ataque de alergia durante a refeição. Algo que acontecia muito na minha adolescência era que, como eu não gostava de refrigerante (e até hoje não bebo), ao almoçar na casa dos amigos, eles sempre advertiam suas mães para ter outra coisa pra beber. Seria simples se me dessem água, mas a cena que se repetia era. « O fulano me disse que você não gosta de refrigerante, então eu fiz uma limonada especialmente pra você ! ». E eu lá, bebia a limonada com cara boa, mesmo sem gostar de limonada! Aqui na França, com o tempo, as pessoas entenderam que sou chata com carnes e passaram a perguntar o que eu gostava de comer. Olha que legal! A minha chatura está tornando as pessoas mais fofas !

Músicas

Na minha opinião, uma festa com música boa não toca  apenas músicas da moda. Tem pra todo gosto. O que a gente faz aqui é que cada um vai no computador e seleciona uma música que gosta por vez. Como somos pessoas do mundo todo, geralmente no final da festa, pedimos cada um para colocar uma de seu país. E com a música, cada um ensina a fazer a dancinha do país. Da última vez, um convidado siriano nos surpreendeu com suas danças típicas e com a beleza de suas músicas. A gente conhece as tragédias do país e esquece que  em todas as culturas existe uma beleza, uma graça, que é o que conta para cada um. A amiga peruana colocou uma música que dançam com fogo, mas obviamente que a gente não imitou da mesma forma! Com o irlandês, sempre empolgamos nas músicas de  Riverdance! Com a grega, sempre dançamos zorba. E assim vai do Brasil à Russia, a gente dança e ri a noite inteira. É uma delícia essa turma !

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A  jogatina!

Muitos eventos como jantares, aniversários ou mesmo festas aqui na França tem um momento com jogos. Há um enorme gosto para jogos aqui na Europa. E eu aprendi alguns realmente divertidos. Os jogos podem ir desde mímica, imagem e ação, dança das cadeiras, até coisas mais elaboradas como caça ao tesouro ou desvendar um mistério criado especificamente para a situação. Tenho um amigo que de tanto jogar essas coisas, virou um profissional dos jogos e hoje ele tem uma associação que oferece uma vez por mês em Avignon uma noite de jogos para a população pelo custo de 3 euros anuais para adesão. Ele faz reuniões com a prefeita, com associações de bairro e escolas para elaborar as atividades. Acho isso o máximo!

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Todo mundo conversa com todo mundo.

Uma coisa que me irritava no Brasil é que eu tinha a impressão que as pessoas só faziam eventos para paquerar. E depois que elas tinham namorados, cônjuges e tal, paravam de fazer eventos com os solteiros para fazer somente eventos entre casais e comentar sobre a vida de casal. Enfim. Aqui também existe muita paquera, claro, o ser humano parece que não consegue ser feliz sozinho (brincadeira!). Mas há uma abertura maior para conversar com todo mundo, de criança a velho, de estrangeiro a nacional, sem importar muito se você está de decote ou não, se tem olho claro ou não, se é rico ou não, empregado ou desempregado. Somos todos interessantes! Desde que sejamos capazes de nos comunicar, por que não podemos conversar apenas para conhecermos uma pessoa a mais ? Que aflição de um mundo onde toda conversa tem que ter segundas intenções.

Nem tudo precisa ser churrasco 

No Brasil, um dos eventos que mais gostamos de fazer entre amigas é o brunch (aquele café da manhã que emenda com o almoço). Acho uma delícia e depois ainda sobra a tarde para fazer outras coisas.

Também gostamos muito de fazer noite de comidinhas enquanto a gente passa creme na cara e assiste filmes. Ou uma rodada de crepes onde cada um monta ou seu. Tem tanto jeito legal de reunir!

Do meu gosto pessoal, não sou muito fã de churrasco. Geralmente o evento deixa um ranço de gordura na pele e o fato de comer tanta carne me parece muito estranho. Mas como você já sabe, eu sou chata com carne. Flexitariana, para quem entende do assunto !

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Se você confirma, você vai.

A questão é simples : se você for num evento, confirme por educação para que o anfitrião possa se preparar para a sua presença (ui!), se você não for, diga que não pode. Não precisa dar a explicação completa, é só dizer que não pode e pronto. Sou a favor de reduzir o tanto de explicação que damos sobre a nossa vida para os demais (desde que realmente não tenhamos feito mal pra ninguém). Quanto mais explicamos, mais perguntam e mais palpitam, por melhores que as pessoas sejam.

Minha amiga Silvinha postou uma frase que a Liz Gilbert (aquela do Comer Rezar Amar) escreveu « As pessoas vão parar de te fazer perguntas se você começar a responder com danças interpretativas ». É bem por aí, tanto pra acabar com a mania de cuidar da vida dos outros, como para acabar com a mania de dar explicações demais sobre a sua própria!

Sobre as confirmações de presença, eu ainda tenho outra angústia: Pessoas que confirmam a presença numa festa e não vão. Simplesmente, parem de confirmar! Isso não é exclusividade do Brasil, infelizmente, mas é algo muito feio em toda parte. Aprendi a identificar essas pessoas rapidinho. São aquelas que estão sempre com dor de cabeça, dor de estômago, dor de cotovelo, problemas insolucionáveis. Tem gente que tem a ousadia de dizer que foi parar no hospital (e usam essa desculpa várias vezes). Que feio ficar brincando com doença assim só pra não ir numa festa. É preferível não confirmar e aparecer (levando o que for comer e beber) que confirmar e não aparecer.

 

Tudo bem se ninguém for na sua festa

Já tive muitos eventos fracassados. Já convidei gente da turma inteira de faculdade (que confirmaram) e no fim foram só quatro pessoas. Essas situações são muito chatas, mas acontecem. Não é culpa sua. Mas de fato é uma arte saber a quem convidar para seus próximos eventos. E quando convidar.

Aprendi que as vezes convidar na última hora é melhor do convidar com muita antecedência, pois as pessoas esquecem. Também pedir para elas levarem os sucos ou darem carona para outros ajuda a criar uma « obrigação de não desistir »para os que não são muito muito fiáveis nesse ponto.

Agora, se você preparou uma festona e ninguém foi, tenho uma dica: entre no grupo de couchsurfers da sua cidade e chame os couchsurfers pra sua festa. Geralmente funciona!

A hora de ir embora

Interessante esse blog chamar saída à francesa. Na França não existe saída à francesa. Eles chamam sair sem despedir de saída à inglesa! Mas eu adoro essa técnica quando o ambiente está muito cheio e você não é dos convidados principais (e nem tem ninguém contando com a sua carona).

Outro dia, estava numa festa ótima de despedida de brasileiros e espanhóis. Ótima ótima mesmo. Comida boa, música boa, papo bom, ambiente gostoso. Mas aí me veio ela : a sensação de estar no lugar errado. Não sei se alguém entende bem o que é isso. Pode estar tudo perfeito, mas de repente você sente que deveria estar em outro lugar. Tive que ir embora, mesmo deixando muita coisa legal pra trás. E saí sem despedir, e até meio triste, saí de fininho, já com saudade daquele povo. Imagino que a morte seja um pouco assim também.

Mas se você não tem que sair de fininho, pode despedir. E se você quer sair mais cedo, pode despedir também, principalmente do dono da festa. Antigamente eu tinha o hábito de fazer um drama quando alguém ia embora, como se a saída de uma pessoa fosse arruinar a minha festa. Aprendi com a Luiza Voll a ser diferente. Se a pessoa quer ir embora, ela não pergunta motivo nem nada, ela dá um abraço e agradece a presença. Grande garota!

 

Os chatos das festas

Não concordo com a idéia de que toda festa tenha um chato, mas concordo que quando ele existe, ele se faz notar rapidamente. Pessoas que falam muito perto das outras, pessoas que encostam demais, pessoas que só falam delas mesmas, pessoas que ficam de bico, pessoas repetitivas, pessoas que bebem demais e começam a agir como dementes, pessoas que bebem e começam a ofender as outras, pessoas que trazem maconha pra festa, pessoas que se acham muito gostosas, e agora os novos chatos : pessoas que ficam olhando pra tela do celular a festa inteira, pessoas que fazem selfies de dois em dois segundos, e os « jornalistas de rede sociais », que ficam reportando tudo sobre a festa no twitter, facebook ou whatsapp. Se sua vida está tão legal, por que você não sai da internet?

Os melhores convidados

Se você foi convidado para uma festa, certamente não  porque alguém queria te dar alimentos e bebidas, e sim porque você foi considerado interessante o suficiente para acrescentar para um ambiente. Olha que honra !

Meu pai uma vez relatou sobre uma amiga de oitenta anos que estava com ele num casamento. Num dado momento, ela se levantou da mesa em que estavam e chamou a todos para dançar. Com o espanto, ela respondeu « Não estamos aqui só para comer, vamos participar da festa! ».  Se está na chuva, é pra se molhar! Eterna admiração pelas pessoas que sabem alegrar os ambientes!

Se você não souber dançar, não é problema, ainda pode ficar no meio da pista dando mini-pulinhos, ou fazendo as danças erradas mesmo, pois ninguém está te dando nota pelos passos. Mas se não quiser, pode se oferecer para fazer caipirinhas, servir os salgadinhos, contar piadas para o amigo da perna quebra, ou tomar conta da fila do banheiro e conversar animadamente com as pessoas. O importante é cuidar para não deixar perder a animação do evento. Isso não é obrigação apenas do anfitrião, é de todo mundo que está lá!

Não é preciso bancar a festa inteira

Aprendi com os amigos que para fazer uma boa festa não é necessário gastar muito dinheiro. Geralmente o que precisamos é de uma caixa de som, guardanapos, copinhos, pratinhos e garfinhos plásticos. Uma caneta para anotar em cada copo e pratinho o nome das pessoas (para elas não perderem seus pertences e pegarem outros), alguma bebida e alguma comida. Não precisa ter a quantidade suficiente para todos, podemos pedir que cada pessoa leve um pouco de comida ou bebida ou os dois. Geralmente, sempre trazem o suficiente e acabamos conhecendo pratos diferentes e deliciosos, principalmente aqui que vem gente do mundo todo!

Meus pais e avós acham falta de educação convidar as pessoas e pedir para elas trazerem as comidas. Realmente, se for um evento formal, tipo um casamento, isso não é muito bem visto. Mas para uma festa de celebração da primavera, por exemplo, tudo bem! E quem se sentir ofendido com isso, é só não comparecer na festa! Com essa forma de reunir as pessoas, fica muito mais fácil nos reunirmos e muito mais barato, o que torna possível fazer festas com mais frequência.

Copinhos

A vida não é só festa… 

Mas, não, a vida não é só festa, claro. E não fazemos toda semana. Até porque, festa o tempo todo também cansa e fica meio sem sentido.

Mas quando estamos longe de casa, das nossas origens e de outros amigos tão queridos, uma das melhores idéias para espantar o banzo é se encontrar! Mas sem sermos escravos de eventos sociais, porque a vida vai muito além disso.

Não sou a pessoa que entende mais de festas no mundo.  E certamente que não faço questão de ser. Porém, tive algumas boas experiências em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Vancouver e Avignon. Posso garantir que as melhores festas que frequentei na vida foram feitas de idéias simples que reuniram pessoas legais. É sempre assim! Se quiser fazer uma festa boa, chame pessoas diferentes de você, de todas as idades e nacionalidades. Agregue ! Foi assim que aprendi com meus avós que faziam macarrão e pão de queijo e chamavam todo mundo que eles conheciam para comer junto. Foi assim que aprendi com as melhores pessoas que já conheci.

Amigos5abril2014

Abaixo, deixo alguns vídeos (gravados da forma errada) das nossas festinhas!

http://www.youtube.com/watch?v=zwDoHNJGrq4 (Avignon)

https://www.youtube.com/watch?v=neJGW2a6uOc (Vancouver)

https://www.youtube.com/watch?v=H9S0ErjUhOc (Rio de Janeiro)

Ps. As fotos que ilustram este post foram todas tiradas por amigos: Manuel, Gabrielle e a foto do Brasil esqueci qual das meninas tirou, provavelmente foi uma máquina da Jaque!