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Arquivo da categoria: Saudade

Postcard from Italy

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Uma das características mais fofas que notei nos europeus é o hábito de enviar cartões postais. Eu não tenho esse hábito, embora me esforce de vez em quando para isso. Para os europeus é natural. Sempre recebemos na nossa caixa de correio postais de amigos, colegas de trabalho, até de chefes que viajam o planeta inteiro e lembram da gente. Silvinha, minha amiga, embora brasileira, também mantém esse hábito e me enche de alegria. Luciana, outra amiga brasileira, fez uma linda coletânea de cartões postais para sua avó durante uma volta ao mundo e espalhou essa beleza pelo instagram. Eu acho uma graça.

O que me acontece não é nada disso. Normalmente compro os postais pensando num tanto de gente e os guardo comigo, voltando de viagem sem ter enviado.

Aconteceu de novo. Comprei vários postais, mas não enviei nenhum. Descobri que não comprei o suficiente e que seria muito difícil escolher para quem enviar. Então é bem possível que eles continuem armazenados numa gaveta por algum tempo.

Agora, pensando bem, o que eu teria para dizer a todos, seria mais ou menos a mesma coisa sobre a Itália. Se fosse enviar para você, meu caro amigo, um cartão postal da minha passagem por aqui nestes dias, eu diria o seguinte:

A Itália é linda. O italiano é esquentatinho, é chorão e respondão. Mas é também um povo feliz, sempre com fome de comida e sede de arte. Sempre apaixonado e cantante. Aqui ganhei abraços e beijos de desconhecidos. Me senti mais bonita que o normal. Ri muito. Nesta terra encontrei gente que parecia conhecer e conheci gente que é sangue do meu sangue. A Itália me ofereceu o sol e o calor humano que o Brasil ofereceu para meus tataravós italianos quando eles lá se refugiaram. Fui muito feliz nesse chão. E por aqui deixo também um pedaço, um grande pedaço, do meu coração.

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Fotos tiradas de Milão, Verona, Veneza, Porto Tolle e Florença (fora dessa ordem).

 

Mais:

“Postcards from Italy”, música do Beirut que meu cachorro adora!

Para vovó Zu, projeto da Lu de cartões postais para a avó e o mundo!

Jammo, jammo ‘ncoppa jammo ja, Funiculi, funicula, Funiculi, funiculaaaaaaa!!!

 

 

A beleza que existe

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Um dos meus propósitos de vida mais sérios (e que posso divulgar sem dó, embora muita gente fique com dó) é o de ser uma pessoa melhor! Adoraria ser amanhã uma pessoa mais capaz e atuante do que a pessoa que sou hoje. Tento, aos poucos, mas com boa fé, seguir esse ideal. Com muitos tropeços e passos lentos, posso dizer que não é fácil, mas é um desafio bom!

Daí que, dentro dos níveis extraordinários de seres humanos fantásticos, há um que considere quase inatingível. Por ter atingido um grau que, antes de eu chegar, já me dê enxaqueca, sono e mal estar. Esse nível pareceria inatingível para mim se eu não conhecesse uma pessoa muito próxima que o alcançou. E essa pessoa, não só é uma mulher (como você já poderia imaginar!) como também é a minha MÃE!

Sim! Minha mãe é a coisa mais linda que já vi. E essa garota não é assim por acaso. Ela começa a trabalhar antes mesmo do galo cantar. Todos os 365 dias do ano. Ela encaixa as necessidades dela e dos seus próximos na agenda sem reclamar (palavra que acho que meus pais não conhecem, e não sei como fui aprender antes deles!). Tem o jogo de cintura mais elegante que já vi. Num doce balanço que parece um poema! Além disso, mantém há algumas décadas uma capacidade de estudo e concentração de tirar do sério (com o perdão do trocadilho que tenho certeza que ela já entendeu!).

Minha mãe tem superpoderes e um deles é o da ubiquidade. Ah! Se ela soubesse como eu a admiro e as vezes tento copiá-la. Ela é capaz de consertar todo e qualquer problema de uma casa se você deixá-la sozinha por duas horas com uma caixa de ferramentas e um pacote de band-aid. Ela também é capaz de aprender a tocar flauta e piano sozinha. Pintar um quadro. Trocar pneu e motor de um carro. Fazer uma cirurgia no seu estômago. Explicar toda a história da revolução Francesa com as analogias à Inconfidência Mineira. Fazer nado aquático, cozinhar o melhor arroz do mundo e ainda atingir o incrível título de ser uma encantadora de cachorros. Tudo isso, não toma dela nem metade do dia, e é feito, na maioria das vezes, em troca de alguns sorrisos.

Ela passou a maior parte da vida me dizendo para aprender tudo que fosse possível aprender. Porque todo conhecimento é uma liberdade à mais. E é também uma forma de ser útil com alguém. Aliás, é da minha mãe e do meu avô a frase “receber é muito bom, mas poder oferecer é melhor ainda”!

Ao mesmo tempo que ela é capaz de fazer de tudo e se multiplicar, ela não tem necessidade de ser vista, elogiada, receber “likes” ou aplausos. A alegria da minha mãe é ver a alegria dos outros e é isso que faz dela uma pessoa tão nobre. E tão querida.

Mas não adianta, tudo que é bom demais vem com pequenos defeitos… Não se preocupe! Ela não escapa disso. Minha mãe tem alguns defeitos sim. E alguns bem exóticos, como não saber esperar as batatas assarem o tempo certo, ou ser incapaz de trocar o bendito corretor automático do celular dela, o que faz com que toda vez que eu dê uma boa notícia por whatsapp, ela responda “que óptica”!

Tudo isso, para mim, só enche de graça, esse jeito de menina, que vem e que passa. Deixando um rastro de carinho, da forma mais bonita que conheço. A quem eu só devo agradecer e me inspirar. Hoje minha mãe completa mais um ano de vida. E fica mais linda! Por causa do amor! Por causa do amor! Por. Causa. Do amor!

Mae querida

 

“Amigo, oculta a tua vida e espalha o teu espírito”. Victor Hugo

atualização:
Depois de ler o texto, minha mãe mandou uma mensagem dizendo que acabou de desativar o corretor automático! Que óptica!!!

Esperei 25 anos para comprar um par de sapatos

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Eu não ando descalça. Tenho sapatos. Acho que tenho mais do que precisaria, mas tenho menos do que muita gente me indicaria. Porém, não vim aqui para culpar ninguém pelo meu consumo ou pela ausência dele. Venho para contar uma história da minha infância.

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Quando eu tinha cerca de sete anos, completava já meu quarto ano de ballet clássico (o que não significa que eu seja uma boa bailarina, mas significa que eu ande com os pés à la Charles Chaplin até hoje) e me considerava uma pessoa do meio (da dança!). Certo dia, na minha escola de ballet, uma das professores, apareceu com uma sapatilha preta (enquanto todas nós usávamos rosa). Achei incrível aquilo. Não era apenas uma sapatilha, era uma sapatilha disfarçada de sapato. Era um sapato que podia te fazer dançar. Lindo! Lindo! Lindo! Pelo menos para mim.

 

Eu passava a aula olhando pros sapatos da professora. E claro que fui pedir o mesmo para minha mãe que, na época, fez duas ponderações: a primeira era de que eu não precisava de uma sapatilha nova (verdade!); a segunda e não menos coerente era de que aquele calçado só deveria existir para adultos e por isso eu precisaria crescer antes de comprar daquele tipo (achei sensato e esperei crescer).

O tempo foi passando e esfriei o assunto dentro de mim. Uma vez ou outra, quando me ocorria de estar no universo de artigos de dança, eu dava uma olhada para ver se o tal sapato existia. O sapato preto e flexível não era fácil de achar e eu não queria pedir pra encomendar ou levar algo parecido. Imagina, não preciso de mais um sapato. Nem de sapatilha.

Então vim morar na França. E sei que você já calculou a minha idade entre o título do texto e as informações do segundo parágrafo. Estando para lá dos trinta, o assunto do sapato estava bem adormecido, quando fui numa loja de artigos esportivos para comprar uma barraca para acampamento. Sem querer, passei pelo corredor de artigos de bailarina e lá estava ele: preto, flexível, disfarçado de sapato normal! Parei um pouco para experimentar! Fantasiei minha vida com esse sapato e ao ouvir me chamarem, deixei-o na prateleira e voltei pro assunto da barraca.

Passei algumas semanas pensando no assunto. Claro, entre outros milhões de assuntos que atravessam a minha mente, um deles, era esse, o sapato. O sapato igual da professora, que veio a falecer pouco tempo depois de deixei o ballet. O sapato que denunciava que ela era bailarina quando estava vestida de gente normal! O sapato que parecia abraçar o pé e te tirar para dançar. Que exagero, não preciso de sapato. Que mania de pensar o consumo como se fosse trazer felicidade.

Parei o pensamento. Mas, peraí? O que é o consumismo? Isso é consumismo? Há quantos anos eu penso nesse sapato? Alguma vez eu já comprei esse sapato por impulso? E a relação dele com o meu passado de bailarina? E as boas lembranças? E a utilidade evidente que um sapato preto pode ter? Quantos sapatos tenho atualmente? Estarei exagerando? É verdade que minha sandália preta foi furtada outro dia enquanto eu nadava num rio…

Dentro do meu raciocínio, aquilo não era nenhum motivo de vergonha. Talvez outras compras, outros sapatos, tenham sido adquiridos sem tanta história, sem tanta modéstia. Mas este não. Esperei 25 anos para comprá-lo. E hoje fui até a loja, procurei o meu número (de fato não havia a numeração infantil). Experimentei, passei no caixa e comprei.

Finalmente, ao sair da loja, tive aquela sensação que acho que é a esperada por muita gente que consome: de se sentir bem! Mas, para mim, essa sensação aconteceu com uma intensidade diferente, como quem espera muito tempo para ver algo. E o tempo de espera pode sim aumentar o prazer da compra. Garanto! Como quem mata a sede depois de um dia quente, ou quem cai exausto na cama depois de uma jornada produtiva. Meus pais me ensinaram que descansar sem estar cansado não faz bem. Comprar sem estar precisando também não. Mas comprar, quando se esperou 25 anos para ter o que se pode ter, não só faz bem, como pode ter o brilho de uma alegria de criança!

 

 

Saudade de almoço de dia dos pais

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Ontem foi dia dos pais!!! E, como estou longe! Mandei meu beijo virtual para o meu pai, que como é natural, me parece o melhor, o mais legal, o mais inteligente, o mais foto, o mais atencioso, o mais bonito, o mais gentil, além de ser o meu melhor amigo!

Minha avó hoje mandou um e-mail sobre como foi o dia dos pais na casa dela, e sabe, essas coisas me dão uma saudade… veja trecho:

“Sua mãe fez peixe, risoto de cogumelo, risoto de camarão grandão, sua tia Denise fez salada artística, e eu o capelete”.

Brasil, o país com a maior diversidade gastronômica do mundo! E os mais lindos sorrisos à mesa!

Um beijo pra você, meu povo! E para todos os papais.

Sobre eventos sociais e algumas percepções

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Sobre eventos sociais e algumas percepções

Houve uma época que eu pensei que detestava festas! Que nunca valeria a pena sair do meu canto para nenhum evento social porque sempre existiam muitos protocolos difíceis de seguir.

Nunca fui aquela garota sexy segurando a taça de champagne e isso parecia não caber no mundo. Até que conheci uma turminha boa de amigos que me fez perceber que qualquer desculpa é boa para estarmos juntos ! E, com sorte, dançarmos um pouco!

Este texto é uma análise pessoal de experiências e observações sobre eventos sociais.

Tudo começa no convite. 

Outro dia um amigo brasileiro que mora aqui em Avignon nos convidou para um piquenique de aniversário. Devo dizer que atualmente essa é uma das minhas formas preferidas de comemoração de qualquer coisa : piquenique ! Natureza, esportes ao ar livre, comida na toalha quadriculada. Amor eterno.

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Ele fez daqueles convites pelo facebook e eu me lembrei de algumas práticas que quero compartilhar. Nem todo mundo tem facebook ou olha o facebook com frequência, então, se você quer mesmo que alguém vá no seu evento, ligue, mande mensagens por outros lugares e confirme a presença!

Em convites públicos para aniversário como e-mails em que todo mundo vê o nome de todo mundo ou mensagens no facebook em que todos lêem tudo, acho de bom tom que, se você não puder ir, que mande uma mensagem particular para quem convidou. Já reparei uma tendência no mundo que é que quando muita gente começa a dizer que não vai, outras pessoas ficam com preguiça de ir « num evento que não vai ninguém » e desmarcam também. Se você informa discretamente que não vai, esse perigo diminui.

No lado contrário, se você informa a todos que vai, acho que estimula ainda mais a participação das pessoas (a não ser que você seja muito chato). Uma colega fez uma coisa muito fofa: No dia do piquenique, o céu amanheceu cinzento e feio. Ela mandou uma mensagem para todos assim « O céu está cinzento, parece que vai chover um pouco, mas não importa, eu estarei lá ». Isso foi bem motivador e muita gente que pensou em desistir, desistiu de desistir. Que preguiça de gente que precisa de condições perfeitas para sair de casa.

Um pouco de ajuda conta muito.

Outra coisa que reparei na Europa é que as pessoas aqui se oferecem frequentemente para ajudar nos preparativos dos eventos. Em abril fizemos uma festa surpresa para um amigo marroquino. O combinado era que eu deveria chamar o amigo com a desculpa de que tinha outro amigo marroquino para apresentá-lo e ao chegar na minha casa, todos já estariam aqui. Marquei com todo mundo 20h, tendo chamado o amigo 20h30. Às 20h da noite só haviam duas pessoas. Mas às 20h10, éramos 30 enchendo balões e arrumando tudo. Durante a semana precendete, muita gente me procurou para saber o que poderiam fazer para ajudar na festa. Eu não precisava de muita coisa, mas tudo que pedi, eles fizeram!

No fim de toda festa é de bom tom dar uma ajudinha ao dono da casa. Não é preciso muito. Lave um ou dois copos, passe um paninho no chão. Leve o lixo pra fora, separe os vidros, guarde o que estiver limpo. As pessoas aqui tem por hábito fazer essa pequena faxina antes de se despedirem, coisa que eu não tinha muito costume, admito. Por isso todas as festas que fiz aqui em casa foram leves porque não me custaram caro (cada um trouxe o que queria comer ou beber) e todos ajudaram na arrumação inicial e final. Depois que foram embora, a casa estava limpa e habitável!

No Brasil, também tem pessoas que tem essa percepção. Minha avó gostava de fazer pães de queijo aos domingos para toda a família. Com a idade aumentando, as dificuldades motoras também foram crescendo. Muitos dos meus tios e até primos, sem que fosse pedido, passaram a chegar mais cedo na casa dela para ajudar a limpar, fazer a massa dos pães de queijo e arrumar a casa, de forma que ela podia continuar as reuniões de domingo sem sentir o peso que a idade naturalmente traz.

caiu vinho no chao

 

Pontualidade!

Não é preciso chegar na hora exata (salvo no caso da festa surpresa porque era cronometrado mesmo). Mas atrasar mais que meia hora é falta de educação, vai! Ainda mais quando é jantar e você deixa as pessoas morrendo de fome, a comida esfriar… não é muito legal!

O contrário também acontece. As pessoas te chamam para almoçar meio dia e a comida só sai 4h da tarde. Isso me mata porque eu não consigo despistar a fome com amendoim e cerveja, numa boa!

Aqui na França, a pontualidade não é absoluta, mas quem chega atrasado, já chega pedindo desculpas. No Brasil essa prática é quase uma instituição. E não é legal. Além disso, tenho a impressão que tem gente que gosta de chegar atrasado só pra causar um efeito na hora que chega, como se fosse uma celebridade no tapete vermelho. Fala sério !

 

As comidas e bebidas preferidas

Uma coisa fofa dos brasileiros é se preocupar com o que os outros comem. Ao me convidarem para jantares no Brasil, muitas pessoas procuravam saber se eu comia carne, que tipo de carne, essas coisas, para preparem algo que fosse agradar. E até para não passarem pelo constrangimento de uma pessoa ter um ataque de alergia durante a refeição. Algo que acontecia muito na minha adolescência era que, como eu não gostava de refrigerante (e até hoje não bebo), ao almoçar na casa dos amigos, eles sempre advertiam suas mães para ter outra coisa pra beber. Seria simples se me dessem água, mas a cena que se repetia era. « O fulano me disse que você não gosta de refrigerante, então eu fiz uma limonada especialmente pra você ! ». E eu lá, bebia a limonada com cara boa, mesmo sem gostar de limonada! Aqui na França, com o tempo, as pessoas entenderam que sou chata com carnes e passaram a perguntar o que eu gostava de comer. Olha que legal! A minha chatura está tornando as pessoas mais fofas !

Músicas

Na minha opinião, uma festa com música boa não toca  apenas músicas da moda. Tem pra todo gosto. O que a gente faz aqui é que cada um vai no computador e seleciona uma música que gosta por vez. Como somos pessoas do mundo todo, geralmente no final da festa, pedimos cada um para colocar uma de seu país. E com a música, cada um ensina a fazer a dancinha do país. Da última vez, um convidado siriano nos surpreendeu com suas danças típicas e com a beleza de suas músicas. A gente conhece as tragédias do país e esquece que  em todas as culturas existe uma beleza, uma graça, que é o que conta para cada um. A amiga peruana colocou uma música que dançam com fogo, mas obviamente que a gente não imitou da mesma forma! Com o irlandês, sempre empolgamos nas músicas de  Riverdance! Com a grega, sempre dançamos zorba. E assim vai do Brasil à Russia, a gente dança e ri a noite inteira. É uma delícia essa turma !

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A  jogatina!

Muitos eventos como jantares, aniversários ou mesmo festas aqui na França tem um momento com jogos. Há um enorme gosto para jogos aqui na Europa. E eu aprendi alguns realmente divertidos. Os jogos podem ir desde mímica, imagem e ação, dança das cadeiras, até coisas mais elaboradas como caça ao tesouro ou desvendar um mistério criado especificamente para a situação. Tenho um amigo que de tanto jogar essas coisas, virou um profissional dos jogos e hoje ele tem uma associação que oferece uma vez por mês em Avignon uma noite de jogos para a população pelo custo de 3 euros anuais para adesão. Ele faz reuniões com a prefeita, com associações de bairro e escolas para elaborar as atividades. Acho isso o máximo!

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Todo mundo conversa com todo mundo.

Uma coisa que me irritava no Brasil é que eu tinha a impressão que as pessoas só faziam eventos para paquerar. E depois que elas tinham namorados, cônjuges e tal, paravam de fazer eventos com os solteiros para fazer somente eventos entre casais e comentar sobre a vida de casal. Enfim. Aqui também existe muita paquera, claro, o ser humano parece que não consegue ser feliz sozinho (brincadeira!). Mas há uma abertura maior para conversar com todo mundo, de criança a velho, de estrangeiro a nacional, sem importar muito se você está de decote ou não, se tem olho claro ou não, se é rico ou não, empregado ou desempregado. Somos todos interessantes! Desde que sejamos capazes de nos comunicar, por que não podemos conversar apenas para conhecermos uma pessoa a mais ? Que aflição de um mundo onde toda conversa tem que ter segundas intenções.

Nem tudo precisa ser churrasco 

No Brasil, um dos eventos que mais gostamos de fazer entre amigas é o brunch (aquele café da manhã que emenda com o almoço). Acho uma delícia e depois ainda sobra a tarde para fazer outras coisas.

Também gostamos muito de fazer noite de comidinhas enquanto a gente passa creme na cara e assiste filmes. Ou uma rodada de crepes onde cada um monta ou seu. Tem tanto jeito legal de reunir!

Do meu gosto pessoal, não sou muito fã de churrasco. Geralmente o evento deixa um ranço de gordura na pele e o fato de comer tanta carne me parece muito estranho. Mas como você já sabe, eu sou chata com carne. Flexitariana, para quem entende do assunto !

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Se você confirma, você vai.

A questão é simples : se você for num evento, confirme por educação para que o anfitrião possa se preparar para a sua presença (ui!), se você não for, diga que não pode. Não precisa dar a explicação completa, é só dizer que não pode e pronto. Sou a favor de reduzir o tanto de explicação que damos sobre a nossa vida para os demais (desde que realmente não tenhamos feito mal pra ninguém). Quanto mais explicamos, mais perguntam e mais palpitam, por melhores que as pessoas sejam.

Minha amiga Silvinha postou uma frase que a Liz Gilbert (aquela do Comer Rezar Amar) escreveu « As pessoas vão parar de te fazer perguntas se você começar a responder com danças interpretativas ». É bem por aí, tanto pra acabar com a mania de cuidar da vida dos outros, como para acabar com a mania de dar explicações demais sobre a sua própria!

Sobre as confirmações de presença, eu ainda tenho outra angústia: Pessoas que confirmam a presença numa festa e não vão. Simplesmente, parem de confirmar! Isso não é exclusividade do Brasil, infelizmente, mas é algo muito feio em toda parte. Aprendi a identificar essas pessoas rapidinho. São aquelas que estão sempre com dor de cabeça, dor de estômago, dor de cotovelo, problemas insolucionáveis. Tem gente que tem a ousadia de dizer que foi parar no hospital (e usam essa desculpa várias vezes). Que feio ficar brincando com doença assim só pra não ir numa festa. É preferível não confirmar e aparecer (levando o que for comer e beber) que confirmar e não aparecer.

 

Tudo bem se ninguém for na sua festa

Já tive muitos eventos fracassados. Já convidei gente da turma inteira de faculdade (que confirmaram) e no fim foram só quatro pessoas. Essas situações são muito chatas, mas acontecem. Não é culpa sua. Mas de fato é uma arte saber a quem convidar para seus próximos eventos. E quando convidar.

Aprendi que as vezes convidar na última hora é melhor do convidar com muita antecedência, pois as pessoas esquecem. Também pedir para elas levarem os sucos ou darem carona para outros ajuda a criar uma « obrigação de não desistir »para os que não são muito muito fiáveis nesse ponto.

Agora, se você preparou uma festona e ninguém foi, tenho uma dica: entre no grupo de couchsurfers da sua cidade e chame os couchsurfers pra sua festa. Geralmente funciona!

A hora de ir embora

Interessante esse blog chamar saída à francesa. Na França não existe saída à francesa. Eles chamam sair sem despedir de saída à inglesa! Mas eu adoro essa técnica quando o ambiente está muito cheio e você não é dos convidados principais (e nem tem ninguém contando com a sua carona).

Outro dia, estava numa festa ótima de despedida de brasileiros e espanhóis. Ótima ótima mesmo. Comida boa, música boa, papo bom, ambiente gostoso. Mas aí me veio ela : a sensação de estar no lugar errado. Não sei se alguém entende bem o que é isso. Pode estar tudo perfeito, mas de repente você sente que deveria estar em outro lugar. Tive que ir embora, mesmo deixando muita coisa legal pra trás. E saí sem despedir, e até meio triste, saí de fininho, já com saudade daquele povo. Imagino que a morte seja um pouco assim também.

Mas se você não tem que sair de fininho, pode despedir. E se você quer sair mais cedo, pode despedir também, principalmente do dono da festa. Antigamente eu tinha o hábito de fazer um drama quando alguém ia embora, como se a saída de uma pessoa fosse arruinar a minha festa. Aprendi com a Luiza Voll a ser diferente. Se a pessoa quer ir embora, ela não pergunta motivo nem nada, ela dá um abraço e agradece a presença. Grande garota!

 

Os chatos das festas

Não concordo com a idéia de que toda festa tenha um chato, mas concordo que quando ele existe, ele se faz notar rapidamente. Pessoas que falam muito perto das outras, pessoas que encostam demais, pessoas que só falam delas mesmas, pessoas que ficam de bico, pessoas repetitivas, pessoas que bebem demais e começam a agir como dementes, pessoas que bebem e começam a ofender as outras, pessoas que trazem maconha pra festa, pessoas que se acham muito gostosas, e agora os novos chatos : pessoas que ficam olhando pra tela do celular a festa inteira, pessoas que fazem selfies de dois em dois segundos, e os « jornalistas de rede sociais », que ficam reportando tudo sobre a festa no twitter, facebook ou whatsapp. Se sua vida está tão legal, por que você não sai da internet?

Os melhores convidados

Se você foi convidado para uma festa, certamente não  porque alguém queria te dar alimentos e bebidas, e sim porque você foi considerado interessante o suficiente para acrescentar para um ambiente. Olha que honra !

Meu pai uma vez relatou sobre uma amiga de oitenta anos que estava com ele num casamento. Num dado momento, ela se levantou da mesa em que estavam e chamou a todos para dançar. Com o espanto, ela respondeu « Não estamos aqui só para comer, vamos participar da festa! ».  Se está na chuva, é pra se molhar! Eterna admiração pelas pessoas que sabem alegrar os ambientes!

Se você não souber dançar, não é problema, ainda pode ficar no meio da pista dando mini-pulinhos, ou fazendo as danças erradas mesmo, pois ninguém está te dando nota pelos passos. Mas se não quiser, pode se oferecer para fazer caipirinhas, servir os salgadinhos, contar piadas para o amigo da perna quebra, ou tomar conta da fila do banheiro e conversar animadamente com as pessoas. O importante é cuidar para não deixar perder a animação do evento. Isso não é obrigação apenas do anfitrião, é de todo mundo que está lá!

Não é preciso bancar a festa inteira

Aprendi com os amigos que para fazer uma boa festa não é necessário gastar muito dinheiro. Geralmente o que precisamos é de uma caixa de som, guardanapos, copinhos, pratinhos e garfinhos plásticos. Uma caneta para anotar em cada copo e pratinho o nome das pessoas (para elas não perderem seus pertences e pegarem outros), alguma bebida e alguma comida. Não precisa ter a quantidade suficiente para todos, podemos pedir que cada pessoa leve um pouco de comida ou bebida ou os dois. Geralmente, sempre trazem o suficiente e acabamos conhecendo pratos diferentes e deliciosos, principalmente aqui que vem gente do mundo todo!

Meus pais e avós acham falta de educação convidar as pessoas e pedir para elas trazerem as comidas. Realmente, se for um evento formal, tipo um casamento, isso não é muito bem visto. Mas para uma festa de celebração da primavera, por exemplo, tudo bem! E quem se sentir ofendido com isso, é só não comparecer na festa! Com essa forma de reunir as pessoas, fica muito mais fácil nos reunirmos e muito mais barato, o que torna possível fazer festas com mais frequência.

Copinhos

A vida não é só festa… 

Mas, não, a vida não é só festa, claro. E não fazemos toda semana. Até porque, festa o tempo todo também cansa e fica meio sem sentido.

Mas quando estamos longe de casa, das nossas origens e de outros amigos tão queridos, uma das melhores idéias para espantar o banzo é se encontrar! Mas sem sermos escravos de eventos sociais, porque a vida vai muito além disso.

Não sou a pessoa que entende mais de festas no mundo.  E certamente que não faço questão de ser. Porém, tive algumas boas experiências em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Vancouver e Avignon. Posso garantir que as melhores festas que frequentei na vida foram feitas de idéias simples que reuniram pessoas legais. É sempre assim! Se quiser fazer uma festa boa, chame pessoas diferentes de você, de todas as idades e nacionalidades. Agregue ! Foi assim que aprendi com meus avós que faziam macarrão e pão de queijo e chamavam todo mundo que eles conheciam para comer junto. Foi assim que aprendi com as melhores pessoas que já conheci.

Amigos5abril2014

Abaixo, deixo alguns vídeos (gravados da forma errada) das nossas festinhas!

http://www.youtube.com/watch?v=zwDoHNJGrq4 (Avignon)

https://www.youtube.com/watch?v=neJGW2a6uOc (Vancouver)

https://www.youtube.com/watch?v=H9S0ErjUhOc (Rio de Janeiro)

Ps. As fotos que ilustram este post foram todas tiradas por amigos: Manuel, Gabrielle e a foto do Brasil esqueci qual das meninas tirou, provavelmente foi uma máquina da Jaque!

50 nuncas em 365 dias

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No ano de 2011 descobri um dos blogs que mais gostei na vida. Era o 365 nuncas! O blog consistia em expor todo dia algo que nunca havia sido feito pelas duas autoras. Essas meninas entravam no táxi e pediam para o taxista escolher entre duas opções de eventos para elas irem, distribuíam bombons pela rua, decoravam árvores, faziam festas na praia, conheciam bairros nunca explorados por elas, enterravam tesouros e descobriam toda uma gama de possibilidades para a vida!

Esse blog me fez muito bem e me fez pensar em muitas coisas diferentes que eu poderia e deveria fazer para tornar a vida mais divertida!

Há alguns dias, comecei a fazer uma lista de nuncas que havia feito neste ano, alguns por querer e outros sem querer. Na lista, havia uma parte triste e uma parte feliz. Eu nunca tinha tido a casa invadida e o computador furtado, mas não significava que a minha vida tinha ficado mais divertida por causa disso, por exemplo. No entanto, com o furto do meu computador, eu passei a sair muito mais, já que não tinha internet e como estava na época do festival de teatro, consegui assistir 34 peças diferentes e passei a entender melhor e adorar essa forma de arte. Ou seja, o nunca negativo, acabou virando um nunca positivo.

Claro que entre os nuncas, tem descobertas de coisas decepcionantes, a perda de pessoas queridas e alguns fracassos que ainda não aprenderam a virar triunfo. Nem tudo é legal na vida, não tem jeito. Então, da minha extensa lista de nuncas em 2013, decidi colocar apenas os que me divertiram mais e nisso arredondei para 50 para fazer um título bonitinho! Se alguém se interessar, a lista está abaixo.

1)      Dormir no deck de um navio ou simplesmente dormir num navio!

2)      Conhecer a linda Grécia

3)      Conhecer um vulcão (UM VULCÃO!) e nunca mais esquecer o barulho e o cheiro de enxofre dele!

4)      Começar um mestrado!

5)      Receber meus pais, tios e avós na França

6)      Conhecer Mônaco

7)      Subir num palco com uma banda que eu adoro! Vídeo aqui!

8)      Participar semanalmente de um programa de rádio para falar sobre urbanismo, mesmo com meu francês capenga!

9)      Fazer uma prova oral em francês

10)   Adotar uma gatinha

11)   Receber a visita de diversos outros gatinhos, inclusive de três filhotinhos trazidos pela mãe-gata

12)   Inventar uma fórmula de desembaçador de vidros

13)   Conhecer a Espanha com as amigas Bruna, Lívia e Silvinha

14)   Descobrir as horas e minutos exatos só de olhar para o céu

15)   Ir a um casamento grego

16)   Subir num poste (que na verdade tinha dentinhos para isso!) e fazer uma foto!

17)   Virar garçonete na França

18)   Pisar na Itália só para jantar e ir embora

19)   Me projetar como modelo de orelha e pescoço

20)   Conseguir dois reais emprestados para pagar o cartório graças ao facebook

21)   Ganhar a maquiagem de uma russa porque estava clara demais para ela

22)   Reciclar o lixo o ano inteiro

23)  Passar o chapéu pela platéia para arrecadar dinheiro para os cantores e receber bastante dinheiro!

24)   Doar sangue na França

25)   Participar de encontros CouchSurfers sem nunca ter feito Couchsurfing!

26)   Ter uma grande amiga do Chypre

27)   Ver e acompanhar pela primeira vez um grande movimento no Brasil

28)   Ir num jogo da Copa do Mundo de Rugby

29)   Participar de um seminário como ajudante e conhecer alguns figurões franceses

30)   Participar de uma festa medieval que as pessoas levam muito a sério

31)   Atravessar Paris de bicicleta

32)   Descobrir que os verdadeiros quadros de Bruegel que estudei quando era pequena estão em Avignon

33)   Se encantar pela arte do teatro e ver mais de uma peça por dia

34)   Ficar perdida na estrada com a bicicleta e só encontrar o caminho depois de seguir um avião

35)   Brincar na piscina dentro daquelas bolhas infláveis que foram projetadas para crianças!

36)   Estragar 3 bolos de cenoura num mesmo dia, mas acertar de vez em quando.

37)   Encontrar um caminho bucólico e delicioso como meu lugar secreto

38)   Pegar o bouquet da noiva

39)   Comer feijão com arroz no café da manhã

40)   Ganhar meus próprios patins e patinar no gelo com os colegas de sala ( já tinha feito isso com um chefe antes, nunca com colegas!)

41)   Andar na primeira classe de um avião, por uma feliz coincidência!

42)   Conhecer a livraria mais fofa da França!

43)   Receber meu amigo Airton na minha casa porque ele pegou o trem errado

44)   Conhecer um campo de lavanda

45)   Fazer um pique-nique no alto de uma montanha, na chuva

46)   Escrever para um deputado pedindo uma informação que poderá ser útil no meu trabalho acadêmico

47)   Cortar meu cabelo em escolas de cabeleireiro e adorar!

48)   Ganhar um presente do farmacêutico grego de tanto pedir a opinião dele

49)   Ganhar um carro de uma pessoa que não nos conhece

50)   Ter a certeza de que o Brasil é um dos países mais maravilhosos do mundo!

Deck

Gatos

posteDidi

girassois

“A ação perseverante do tempo sobre o homem faz com que este envelheça; por outro lado, se o homem atua com perseverança sobre o tempo, detém seu envelhecimento e permanece numa eterna juventude.” da Logosofia

Feliz 2014 com ótimos nuncas!!!

A depressão de domingo

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Domingo é um dia gostoso para passear com a família, arrumar o armário, pintar a casa, fazer um almoço pros amigos, colher as frutas da estação, ler livros não-obrigatórios, viajar para uma cidade próxima, visitar a avó, aprender uma receita nova, rolar na grama com seu cachorro, esconder o gato no cobertor, colocar todos os sapatos no sol para tirar o chulé e dançar na sala o Pixinguinha preferido.

Domingo é um dia legal! Mesmo assim, algumas vezes, ela vem nos visitar: A depressão de domingo. Ela não é uma depressão, mas um estado de aflição misturado com indolência e solidão muito comum para esse dia da semana.

Por que no domingo? Simples, porque é quando nos ocupamos menos.  E já dizia o ditado: Mente vazia é oficina do diabo.

escada

Quando eu morava em Belo Horizonte, achava que a depressão de domingo estava ligada àquela cidade. Mentira. Tem isso para todo lado! E aqui em Avignon não tem nada que abre no domingo, então a região fica ainda mais apática. Mas a “depressão” não acontece todo domingo. Geralmente acontece quando a gente tem a sensação de que deveria ter feito algo mais do nosso fim de semana, se não das nossas vidas, ou quando a gente queria muito estar com alguém que não está com a gente. Ou quando a segunda-feira vai dando medo de tanta coisa pra fazer. Pelo que entendi, esses são os principais motivos. Mas, cavucando bem, devemos encontrar outros mais.

A pior coisa que você pode fazer nessa situação é assistir o que estiver passando na televisão. Parece que a grade de programação é montada especialmente para te matar de letargia e angústia. Outra coisa ruim é fuçar facebook de quem está se divertindo nessa hora. Viver de assistir a vida dos outros é uma das coisas mais deprimentes que existem.

A boa notícia é que essa sensação tem cura. Basta sair do lugar. Exemplo: Hoje, estou sozinha em casa. Alexis teve que trabalhar, Fernanda e Bernardo viajaram e até a gata saiu para fazer algo divertido. Eu fiquei insistindo em ver um filme muito chato no computador (Beleza Roubada, que filme chato, véio…). Aí ela chegou. De mansinho. Como quem não quer nada, fez um comentário sobre a proximidade da tristeza. Ou sobre como tanta gente é mais feliz que você. E o filme ia passando, e essa visita ia se acomodando mais e falando dos meus problemas.

Desliguei o raio do filme. Fui arrumar a casa e escrever. Essa é uma forma minha de me sentir mais útil e feliz. Outras pessoas podem ter outras ideias melhores.  Quando eu estava fazendo TCC e OAB, eu estava sempre ocupada com um desses dois temas e uma das melhores sensações que me lembro de sentir na época era a de estar adiantando alguma coisa.

A depressão de domingo é deprimente exatamente porque tem uma cura fácil que a gente não consegue ver, muitas vezes por falta de vontade e até por falta de criatividade. “Só não existe remédio é para a sede do peixe”, dizia Guimarães Rosa. As vezes, começar a movimentar já espanta metade dessa lástima.  Ler um blog diferente, catalogar suas meias, escrever uma poesia pro vizinho, levar seus priminhos na sorveteria, cortar a franja e as unhas já são boas iniciativas. Eu recomendo muito que, se você mora na mesma cidade ou perto dos seus avós, vá visita-los. Leve pão e manteiga e faça seu lanche com eles. Essa era uma das melhores prerrogativas de morar em BH: Visitar vovó Lygia, vovô Branco e vovó Marieta. E quanta risada a gente dava até tarde nos domingos… Desconheço cura melhor para qualquer infelicidade.

2013-07-05 17.02.26

Ps. Esta é uma das fotos preferidas de um hobby que venho mantendo:  A observação insetos. Repare que para arrumar alguma coisa pra fazer, não é necessário ir muito longe! Que seu domingo seja um dia útil.

Sugestões de coisas para ler, ver e escutar num domingo feliz:

A epidemia de dança de Estrasburgo (na França, claro!)

O documentário brasileiro disponível neste site sobre a nossa alimentação

Uma homenagem para Lou Reed

Participe do @instamission no Instagram!

“A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano”. Victor Hugo