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Por dentro

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Comprei um crisântemo gigante para alegrar a casa e dei diversas flores para as pessoas que nos visitaram. Hoje descobri na aula que esta é a flor usada para homenagear os mortos (hã?). Por isso estava sendo vendida aos montes aqui por Avignon. Nossa casa está decorada com a flor dos mortos… Désolé!

Para melhorar o clima, hoje foi nosso primeiro jantar na casa nova e quem fez a comida foi a visita. Eu fui pega de surpresa, não sabia de nada! No fim de semana, havíamos pegado um carro emprestado e compramos mesas e cadeiras por 15 euros no IKEA. Foi um programa excelente.

Nossas visitas até suco trouxeram! Como nós somos bons anfitriões, convidamos todo mundo para ouvir música e consertar o banheiro enquanto isso. Ninguém ficou livre de ajudar, mas estávamos com um dos casais mais simpáticos do mundo! Por fim, receberam recado no nosso quadro de mensagens e retribuíram com desenhos abaixo.

Se todas as pessoas do mundo tivessem contato com esse casal, o mundo certamente seria mais sorridente, mesmo cercados por símbolos da morte!

 

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Despedida da primeira casa de Avignon

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Últimas 24 horas nesta casa. Foram dois meses aqui. Amanhã serei moradora de outro espaço, desta vez com menos gente e mais privacidade. Acho ótimo. Finalmente, poderei tentar (tentar!) criar um ambiente decorado de uma forma que eu julgo interessante (se o capitão não for muito autoritário, claro). Finalmente poderei fazer minhas investidas na cozinha, sem medo de ser demasiadamente julgada pelos outros moradores chefs de cozinha, sem medo de deixar tudo cheirando a queimado, sem medo de almoçar sucrilhos com arroz na frente dos outros. A casa nova que me aguarde.

Mas a casa velha é gostosa também! Eu aprendi a entender alguns interesses do Alexis. Como, por exemplo, morar numa casa com muitos roommates, uma experiência inédita para mim, que no máximo dividi apartamento com uma pessoa (Jorge, big brother! ). Apesar dos inconvenientes da praticidade, é gostoso chegar em casa e encontrar as pessoas reunidas na sala. É confortável saber que sempre tem alguém em casa que a gente possa gritar se achar uma barata (ou um rato, como foi o caso). E é reconfortante também saber que sempre alguém vai acordar mais cedo que você e dormir mais tarde. É uma forma de nunca se sentir só, mesmo que não esteja acompanhado. É uma forma de não se deixar ficar muito chato. De verdade.

Aprendi com o Alexis também a gostar de morar em cidades menores. Menos grandes, eu diria. Não tão grandes… Repara bem no que não digo, Leminski! Eu não gostaria de morar numa cidade afastada de tudo e completamente pacata. Isso me deprime. Mas gostei de morar numa cidade com um pouco menos de buzina, poluição e violência, mas ainda com universidade, Mc Donalds, cinemas e pessoas divertidas!

Da casa velha, levo boas lembranças de uma chegada conturbada neste país que ora parece tão incrível, ora parece tão hostil, mas que definitivamente representa um mistério que eu quero muito desvendar.

Da casa velha, levo o cheiro de queijo, a saudade dos gatinhos da rua, do jardim da entrada e a experiência de morar com mais quatro simpáticos homens que se dispunham a cozinhar para mim no jantar.