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Um presente de amigo oculto e a vida no presente

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Todo ano eu tento escapar de amigo oculto. Nunca consegui. Desta vez, a professora saiu comigo no amigo oculto.  Isso foi interessante! Ela me deu um livro de receitas e um livro didático de pronunciação de palavras (a sutileza francesa!). Meu namorado, ao tomar contato com o livro de culinária, separou um vinho para a professora com um bilhete de gratidão. Devo entregar para ela amanhã. Ela vai achar que estou tentando comprar uma boa nota na prova, o que não é verdade. Não ligo muito para nota, embora me esforce dentro de certos limites para não tirar notas tão ruins. E, sim, adorei o presente!

amigoOcultoPor falar nisso, eu ando pensando que num país onde nota tenha tanta importância na vida das pessoas, os professores não poderiam ser tão relapsos com relação à cola. Durante a prova, eu pude ver que tinha gente usando smartphone, consultando caderno, colegas, livros e até o computador. Não acho isso muito justo. Assim como também não acho justo que a nota vá dizer para o governo quem é que pode fazer curso superior e quem é que não vai poder estudar mais (coisa que é estigmatizada entre os 14 e 16 anos dos alunos daqui).

Dando sequência, ontem tivemos quatro provas e uma apresentação de coral fora de Avignon (sou cantora do coral da faculdade). Fernanda, minha companheira brasileira de Coral, não sabia se ia até o último minuto, quando resolveu partir. Ainda bem, assim tive carona, quase interrompida por um velhinho que atravessou a rua abruptamente numa via de alta velocidade. Escapamos de machucar alguém graças aos reflexos da bahiana.

Fora isso, o caminho era fácil, segundo o google, só que o endereço estava errado. A gente parou perto de onde achamos que era. Caminhamos pela cidade de Le Pontet que estava congelante. Não era lá. Voltamos para o carro, andamos um quarteirão e decidimos que já estava perto. Caminhamos mais um quilômetro e nada. Voltamos num frio perigoso, a ponto de eu parar de sentir os lábios e falar torto (uma experiência estranha), pegamos o carro de novo e andamos (de carro agora) até que a Bruna (outra companheia brasileira do coral) nos deu dicas valiosas para encontrar algo que lembrava o Chateau de Fargues, onde seria nossa apresentação.

E era!

A professora, um pouco iniciante nessa área de apresentações, teve ótimas ideias para a apresentação: Resolveu mudar a forma de cantar as músicas, fazer coreografias e apresentar uma música em língua provençal antiga que chama Occitan (e é por isso que l’occitane chama L’occitane!). Por essas e outras, em vários momentos, a gente foi obrigada a fazer playback, mas na maioria do tempo, cantamos!

Alexis chegou nas duas últimas músicas porque ele também estava com o endereço errado. Então ele achou que eu cantei praticamente tudo! (temos poucas fotos desse dia)

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No fim de semana, depois de carbonizar um bolo de laranja, eu fui passear por Fontaine de Vaucluse e adorei aquele pequeno vilarejo… Não sei porquê, lembrei-me muito do conto do flautista mágico quando passei por lá.

Há alguns dias também conheci a cidade de Uzes. Outro lugar belíssimo! Aqui perto tem muitas cidades incríveis. As vezes, me dá um pouco de claustrofobia em Avignon, mas saber que temos essas possibilidades tão próximas é um alívio.

O meu último post rendeu piadas das colegas e do namorado dizendo que nunca mais iriam num mercado de pulgas comigo. Eu estranhei o quão baratas eram as coisas, mas dizem que é assim mesmo. Sinceramente, nunca vi nada tão barato assim em Belo Horizonte, a não ser o bolo da Dona Valmíria que é o melhor do mundo. Ela realmente precisa aprender a cobrar mais caro (quem quiser, passo o contato por e-mail – ela cozinha de tudo e até diet)! E, sim, lembrei que conheço muita gente que trabalha de graça, como disse no texto abaixo. Enfim, ainda estranho quando encontro preços tão acessíveis. Assim como estranho gente que não goste de cachorro, ou de comer macarrão…

Por fim, amanhã tenho minhas últimas provas deste semestre que na verdade durou apenas três meses e meio. No início, tive muita dificuldade com o método de ensino e agora que já estava pegando o jeito, vai acabar. Não que eu esteja achando ruim!

Não posso esquecer de levar o vinho para a professora…

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Ps. Feliz aniversário para a minha cidade, Belo Horizonte, que hoje, no incrível dia 12/12/12, completa 115 anos!

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