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Do doce ao azedo

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Tanta coisa pra falar… Mas como em Avignon não tem carnaval, minha rotina continuou sem muitas alterações, com exceção de que agora pratico Hip Hop, faço aula de mídias, ando de bicicleta, ajudo criancinhas no dever de casa e sou uma pessoa mais bem disposta! (E hoje é Valentine’s Day!)

No fim de janeiro estive em Madrid. Adorei! Fui com a Bruna, passeei com a Livinha e voltei sozinha. No avião da ida, fizemos uma amiga que tem um blog ótimo e filhos da minha idade!  No avião da volta não tive o mesmo prazer. Além de sentar do lado de um moço que não parava de roer a unha, um cara de óculos escuro falava inglês o tempo inteiro atrás de mim e chamava o comissário para tudo. Estava quase impossível ler o delicioso livro do Caco Barcelos (Abusado).

No fim do vôo, quando todos se levantaram, mas ninguém podia ainda sair, o tio de trás me perguntou de onde eu vinha. Disse que vinha do Brasil e o infeliz fez uma cara de dó. Perguntei em inglês se ele tinha algum problema com o Brasil e ele disse debochadamente: “Eu sinto muito”. Meu sangue subiu no teto e voltou. Existe uma máxima dentro de mim que diz que só brasileiro tem direito de falar mal do Brasil. A única coisa que consegui responder na língua que ele entende foi “pelo menos a gente consegue entender outra língua que não seja inglês”. Todos riram no avião. Aquele era Jack Nicholson saído de Laços de Ternura antes da parte da ternura. Que ódio latino ele me proporcionou, mas ele era tão caricato que nem precisei falar mais, o avião inteiro já estava com nojo do homem. Esse tipo de gente má nem representa risco, pois já se mostram ridículos no primeiro segundo. E só um detalhe: Ele não era americano e nem inglês… Não consegui identificar o sotaque, mas ele certamente não era de nenhum desses dois países. E mais, gente chata existe em todos os países.

Mas não é disso que quero falar agora. Quero falar de frutas, de sucos de fruta!

2012-09-23 14.33.27

Como sabem, adoro sucos de fruta! Gosto mais dos sucos do que da própria fruta em si em muitos casos (menos morango, banana, uva, kiwi e melancia)… No Brasil, é normal pedir os sucos prensados na hora pelo próprio restaurante se a indústria do refrigerante ainda não tiver subornado o dono do estabelecimento para parar de fazer isso. Em Vancouver não existia essa opção. Era sempre um suco industrializado e açucarado demais até pra mim… Eu ficava pensando como os diabéticos poderiam sobreviver em Vancouver…

Na França também não é fácil a sobrevivência para um diabético. Aqui já é difícil achar adoçante e vários deles são proibidos. E a fiscalização com adoçante é muito mais rígida que com o tráfico de drogas. Mas outro dia venderam uma lasanha à bolonhesa com carne de cavalo “por engano”… Eu não entendo esses critérios.

Desta forma, então eu me concentro em achar sucos de frutas naturais, porém industrializados, com pouco ou nenhum açúcar. E encontrei algumas marcas deliciosas! Entre elas, uma das marcas é de uma cooperativa idealizada pelo tio do Alexis. Já falei dele antes, de quando o conheci. Ele pratica o tipo de comércio fair trade que tem crescido entre as pessoas com vontade de ajudar o mundo. Enfim, acho superlegal a iniciativa, adoro o sabor do suco e, também, por ser de alguém próximo da família, eu procuro apoiar mais!

Só que é difícil achar esse suco para comprar aqui em Avignon. Por sorte, outro dia estava passando pelo Carrefour quando vi uns sucos como os do tio do Alexis, mas com uma embalagem um pouco mudada. Verifiquei se era fair trade e era aquele mesmo! Ai, que bom! Enchi o carrinho com os sucos. E ainda, para ajudar na divulgação, tomei a liberdade de mudar um pouco a disposição dos sucos no Carrefour. Como boa publicitária que sou, coloquei os sucos do tio dele na frente da Coca-Cola (chupa essa manga!), na frente de outros sucos açucarados, e espalhei até pro lado das sopas! Qualquer pessoa que passasse pelo supermercado seria obrigada a ver que existe aquela marca. Saí toda contente com meu trabalho.

Quando cheguei em casa, entrei no site indicado na embalagem, curti a página no facebook e deixei o suco bem bonito na mesa para o Alexis apreciar ao chegar. Ele chegou! Me cumprimentou e comentou “olha, o suco do concorrente do meu tio”!

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