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Meu jeito de arrumar as malas

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Há mais ou menos uns dois meses iniciei o preparo da minha bagagem. Acho arriscado deixar tudo para a última hora e esquecer algo extremamente importante como os abridores de latas brasileiros (em Vancouver eu não me adaptei com os abridores estrangeiros e tinha que pedir favor pro vizinho).

Então fiz uma lista de coisas que precisava e as principais eram documentos, por exemplo, o diploma da pós-graduação que realizei em 2005 e nunca fui providenciar. O detalhe era que a faculdade estava em greve. E assim continuou! Por sorte, o encarregado do trabalho, querido Valteir, foi um dia lá na faculdade e preparou uma declaração para mim!

Outras coisas também entraram na lista: Preciso de panelas, preciso de um travesseiro confiável, preciso de coisas que me lembrem o Brasil, preciso de coisas que me lembrem a minha casa, preciso de muitas canetas, um caderno, um computador. E outras supérfluos como roupas, calçados e remédios.

Iniciei jogando tudo numa sacola, até que adquirimos uma mala vermelha e as coisas foram parar dentro dela. Por fim, alguns itens foram acrescentados como um pandeiro com a bandeira do Brasil, uma flauta, um peixe de pelúcia, uma fronha muito velha e uma frigideira (na verdade, crepeira). Todos criticados com amor pela minha família, mas criticados. As pessoas não entendem que para ir pra França você tenha que levar a sua própria panela. A coisa lá é muito complicada. Cozinhar não é só cozinhar. É um status social. Eu vou ter que cozinhar se quiser fazer amigos daquela cultura e não quiser morrer de fome.

Meu tio sugeriu que eu frequentasse mais o Mc Donald’s, mas isso é uma afronta para os franceses… chega a ser perigoso socialmente ser visto entrando e saindo do Mc Donald’s muitas vezes. É quase como lanchar durante o Ramadan. Ao responder meu tio sobre isso, ele então sugeriu o Burger King. (beijo, tio!)

Outro item muito relevante na minha mala foi a coleção de revistas Sorria, para mostrar aos franceses o jornalismo otimista! E também algumas canecas muito fofas que amigos me presentearam (não é fácil inserir uma caneca na mala). Coisas quebráveis devem ser envolvidas por todas as roupas (as minhas, de maioria preta, porque são básicas, emagrecem e me lembram a Adele).

Também estou levando dez bombons sonho de valsa. Isso possibilitará que eu experimente um a cada quinze dias. Não poderei oferecer para ninguém! A princípio.

Malas prontas, hora de fechar o computador, e enfiar na mala de mão.

Te vejo em Paris, frigideira!